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Hospital do Trabalhador recebe mais de 50 ambulâncias diariamente no Paraná

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O **Hospital do Trabalhador (HT)**, localizado em Curitiba, consolidou sua posição como a principal unidade de sentinela da saúde pública paranaense para o atendimento de traumas, urgências e emergências. Com um fluxo médio que varia entre 48 e 55 ambulâncias todos os dias, a instituição recebeu recentemente investimentos de R$ 55 milhões do governo estadual para a ampliação de sua estrutura física, modernização de equipamentos e melhorias no heliponto. A unidade atua de forma ininterrupta, servindo como referência de alta complexidade para a capital, a região metropolitana e todo o interior do estado.

De acordo com informações da Agência Paraná, o complexo hospitalar opera integralmente pelo **Sistema Único de Saúde (SUS)**. Sob a gestão da **Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)**, o hospital realiza diariamente cerca de 180 atendimentos a vítimas de traumas graves. Além do suporte terrestre, a unidade admite aproximadamente 15 pacientes por mês via transporte aéreo, utilizando o heliponto para os casos que exigem intervenção imediata e de maior risco à vida.

Qual é a capacidade operacional e de recursos humanos da unidade?

Para manter o funcionamento contínuo de uma estrutura desse porte, o **Hospital do Trabalhador** conta com um quadro de aproximadamente cinco mil colaboradores. O corpo clínico e assistencial é formado por 819 profissionais de enfermagem, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares, além de 482 médicos. A equipe multidisciplinar também integra 49 fisioterapeutas, 14 fonoaudiólogos, 14 assistentes sociais, 12 farmacêuticos, 12 psicólogos, 12 nutricionistas e oito dentistas, garantindo um suporte integral ao paciente politraumatizado.

Atualmente, a instituição dispõe de 260 leitos no total. Desse montante, 50 são destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo 40 leitos para adultos e dez para a modalidade neonatal. A infraestrutura conta ainda com três centros cirúrgicos que abrigam 14 salas de operação, uma maternidade e uma sala de hemodinâmica. Para agilizar o diagnóstico no pronto-socorro, o hospital mantém três tomógrafos, sendo dois de uso exclusivo para as emergências, o que reduz o tempo de resposta em casos críticos.

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Como os investimentos recentes impactaram o atendimento?

Em novembro de 2025, o pronto-socorro da unidade passou por uma ampliação de 424 metros quadrados, recebendo um aporte específico de R$ 2,5 milhões. Essa expansão permitiu a criação de novos leitos para procedimentos de sutura, curativos, aplicação de gesso e redução de fraturas. A área de observação e medicação também foi otimizada; a sala de medicação, que antes possuía apenas três poltronas, agora conta com oito assentos e sanitários exclusivos, com separação por gênero para maior conforto dos pacientes.

O diretor do Complexo Hospitalar do Trabalhador, **Guilherme Graziani**, ressaltou que a logística de atendimento foi planejada para facilitar a integração entre o pronto-socorro e o centro cirúrgico. Segundo o gestor, a existência de quatro salas vermelhas para o primeiro atendimento, posicionadas estrategicamente ao lado dos equipamentos de tomografia, é o que permite a agilidade necessária para as demandas diárias de ortopedia, cirurgia geral e neurocirurgia.

Qual a relevância do hospital para a rede de saúde estadual?

Além da expertise em traumas, o HT desempenha um papel fundamental na saúde materno-infantil e na formação profissional. Em 2025, a maternidade do complexo registrou 3.385 consultas de pré-natal e a realização de 3.306 partos. Desse total, houve uma predominância de 1.982 partos normais frente a 1.324 cesáreas. O secretário de Estado da Saúde, **César Neves**, pontuou que o hospital é simultaneamente uma unidade de atendimento de alta complexidade e um hospital-escola para a formação de novos médicos.

Os números de produção cirúrgica reforçam a alta demanda da unidade. Em 2025, foram realizadas 9,5 mil cirurgias, sendo 6,5 mil de emergência e três mil de urgência. Aproximadamente 70% desses procedimentos foram de natureza ortopédica, confirmando o perfil da instituição. Mesmo diante de cenários de alta demanda, a direção assegura que o hospital mantém o sistema de porta aberta para a comunidade, realizando também entre 60 e 70 atendimentos clínicos diários para casos não urgentes.

O Hospital do Trabalhador tem esse papel de ser a referência no atendimento dessa complexidade que é o paciente traumatizado, além de ser escola para novos médicos e berço para nascimentos.

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