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Hezbollah intensifica conflito com Israel após morte de Khamenei em 2026

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Hezbollah no Líbano volta à guerra e conflito escala no Oriente Médio

O grupo político-militar Hezbollah, do Líbano, retomou os ataques contra Israel com mísseis e drones nesta segunda-feira (2). Em resposta, Israel lançou novos ataques em diversas áreas do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute. De acordo com informações da Agência Brasil, este foi o primeiro ataque do grupo xiita desde o cessar-fogo de novembro de 2024. Apesar do acordo, Israel tem realizado ataques e incursões militares no território libanês, alegando atingir alvos do Hezbollah para impedir sua recuperação militar.

Em comunicado, o Hezbollah justificou os ataques contra uma das defesas antimísseis de Israel, na cidade de Haifa, como um ato “legítimo” de autodefesa, após 15 meses de violações do cessar-fogo por Israel. O grupo xiita, aliado do Irã na região, declarou que “o inimigo israelense não pode continuar sua agressão de 15 meses sem uma resposta de advertência para que cesse essa agressão e se retire dos territórios libaneses ocupados”.

O Hezbollah também afirmou que o ataque foi uma retaliação “pelo sangue puro do líder supremo dos muçulmanos”, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado durante a agressão dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã. O grupo xiita defendeu que as autoridades e os envolvidos devem pôr fim à agressão israelense-americana contra o Líbano.

Quais foram as reações do governo do Líbano e de Israel?

O presidente do Líbano, Josefh Aoun, condenou a ação do Hezbollah, afirmando que o lançamento de mísseis contra Israel mina os esforços do país para mantê-lo afastado dos conflitos militares. Em comunicado, Aoun declarou: “Embora condenemos os ataques israelenses em território libanês, alertamos que a utilização contínua do Líbano como plataforma para guerras por procuração que nada têm a ver conosco exporá mais uma vez o nosso país a perigos”.

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As Forças de Defesa de Israel (FDI) também emitiram um comunicado, afirmando que o ataque do Hezbollah atingiu áreas civis e que “eles pagarão um preço alto” pela ação. As FDI afirmaram que “os ataques continuam – e sua intensidade aumentará” e que lançaram “uma primeira onda ampla de ataques em Beirute e no sul do Líbano, visando importantes operativos, quartéis-generais e infraestrutura terrorista”. Além disso, informaram que estão agindo para evacuar civis no sul do Líbano antes de novos ataques.

Como a atual fase do conflito se relaciona com eventos anteriores?

A atual fase do conflito entre o Hezbollah e Israel teve início com a guerra na Faixa de Gaza, quando o grupo libanês começou a lançar ataques contra o norte israelense em solidariedade ao povo palestino. Após Israel assassinar os principais líderes do grupo libanês, incluindo o secretário-geral Hassan Nasrallah, foi costurado um cessar-fogo, que, segundo o Hezbollah, não foi respeitado por Israel, que continuou bombardeando e ocupando áreas do território libanês.

Qual é o histórico do conflito entre Israel e Hezbollah?

Apesar da atual fase da guerra entre Israel e o Hezbollah ser um desdobramento dos ataques à Gaza, o conflito entre a resistência libanesa e o Estado de Israel não começou em 7 de outubro, mas sim em 1978. Naquele ano, os militares de Tel Aviv invadiram o Líbano ao perseguir a resistência palestina, que se refugiava no país vizinho. Em 1982, Israel invadiu novamente o Líbano e ocupou parte de Beirute, obrigando os militantes da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) a fugir da região. Israel então criou uma área tampão e permaneceu ocupando o sul do Líbano até o ano 2000.

O grupo Hezbollah surgiu como uma guerrilha – apoiada pelo Irã – que lutou contra a ocupação militar de Israel no Líbano. Em 25 de maio de 2000, a resistência libanesa conseguiu expulsar Israel do país árabe. Houve ainda mais três campanhas militares de Israel contra o Líbano, em 2006, 2009 e 2011. A maior foi em 2006, durou cerca de 30 dias e matou mais de dez mil civis.

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