Hackers ligados ao Irã reivindicaram um ataque cibernético contra três órgãos públicos de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo relato publicado em 12 de abril de 2026 e repercutido no dia 13. O grupo Handala afirmou ter invadido o Dubai Courts, o Dubai Land Department e o Dubai Roads and Transport Authority, alegando destruição de seis petabytes de dados e roubo de 149 TB de informações sensíveis. As declarações, porém, não foram verificadas de forma independente. De acordo com informações do TecMundo, o grupo diz ter agido como resposta ao que chamou de “traição à Resistência”.
Em comunicado divulgado em seu site na rede Tor, o Handala classificou a ação como um de seus ataques mais poderosos contra infraestrutura crítica do país. A publicação sustenta que a operação teve caráter de advertência a governos da região, mas o conteúdo apresentado pelo grupo não foi confirmado por autoridades nem por fontes independentes.
“Durante esta operação, 6 petabytes de dados foram completamente destruídos.”
Quem são os alvos citados pelo grupo?
Segundo a reivindicação, os sistemas afetados pertencem a três entidades do governo de Dubai: o Dubai Courts, o Dubai Land Department e o Dubai Roads and Transport Authority. O grupo também divulgou uma captura de tela que mostraria uma sessão do Windows PowerShell aberta em um sistema identificado como pertencente ao Dubai Courts, com execução do comando Start-ADSyncSyncCycle e status “Success”.
Mesmo com a divulgação desse material, o texto original ressalta que as alegações não passaram por verificação independente. Por isso, o caso deve ser tratado como uma reivindicação do grupo, e não como uma confirmação definitiva de comprometimento dos órgãos mencionados.
Qual é a ligação entre Handala e o Irã?
O Handala se apresenta publicamente como um grupo hacktivista pró-Palestina. Ainda assim, de acordo com analistas de segurança citados no texto original, ele é amplamente identificado como uma frente operacional do Void Manticore, grupo vinculado ao Irã.
O repertório atribuído à organização inclui ações como:
- phishing;
- roubo de dados;
- extorsão;
- ataques destrutivos com wiper;
- operações de guerra psicológica.
Conforme a reportagem, as atividades do grupo teriam se intensificado desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Entre os alvos anteriores mencionados estão servidores militares israelenses, oficiais de inteligência e empresas privadas ligadas ao setor de defesa.
Que outros ataques o grupo diz ter realizado recentemente?
No início de abril, o Handala afirmou ter comprometido a PSK Wind Technologies, empresa israelense de engenharia e tecnologia da informação voltada a sistemas integrados para defesa e comunicações críticas, incluindo soluções de comando e controle.
Desde fevereiro de 2026, quando o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã escalou, o grupo passou a reivindicar uma sequência de operações de grande impacto. Entre elas, está uma suposta invasão à fabricante de tecnologia médica Stryker. Nessa ação, o Handala alegou ter comprometido o ambiente interno da Microsoft da empresa e apagado remotamente dezenas de milhares de dispositivos de funcionários, sem uso de malware, segundo a própria organização.
Ainda de acordo com as alegações do grupo, mais de 200.000 servidores, dispositivos móveis e outros sistemas teriam sido destruídos, provocando o fechamento de escritórios em 79 países, além da exfiltração de cerca de 50 TB de dados corporativos. Assim como nos demais casos citados, essas afirmações não foram confirmadas de forma independente no texto de origem.
O que se sabe sobre a reação das autoridades dos EUA?
A reportagem informa ainda que o Handala afirmou ter invadido a conta pessoal do Gmail de Kash Patel, diretor do FBI, e divulgado supostos arquivos e fotos obtidos da conta. O FBI, no entanto, não confirmou a violação mencionada pelo grupo.
Segundo o texto, a agência dos Estados Unidos oferece recompensa de até US$ 10 milhões por informações que levem à identificação dos responsáveis pelo Handala. O caso se insere em um cenário de aumento de tensões cibernéticas ligadas ao conflito regional, mas os principais números e impactos anunciados pelo grupo seguem sem validação independente.