O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que ainda é prematuro avaliar se o conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, influenciará a Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. A declaração foi dada durante sua participação no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.
De acordo com informações da Radioagência Nacional, Haddad ressaltou que o momento exige cautela e análise contínua da situação.
Segundo Haddad, é importante aguardar o desenrolar dos acontecimentos para mensurar os possíveis efeitos na política monetária do país. Ele ponderou que conflitos dessa magnitude tendem a gerar instabilidade e incertezas nos mercados financeiros.
“Eu não vejo nesse momento, tudo é uma questão de momento, nós estamos falando de hoje, a gente não sabe como é que esse conflito vai acontecer, como é que as coisas vão se suceder. Mas assim, é muito cedo para falar de uma reversão do que está mais ou menos contratado, que é um ciclo de cortes.”
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O ministro enfatizou que o governo está atento e preparado para lidar com diferentes cenários que possam surgir em decorrência da crise internacional. Ele destacou a importância de monitorar de perto as variáveis econômicas e seus potenciais impactos no Brasil.
## Qual a dimensão do impacto do conflito?
Haddad explicou que conflitos dessa escala inevitavelmente afetam as expectativas do mercado, impactando câmbio e taxas de juros. Ele ressaltou que a reação do Irã foi mais intensa do que o previsto, e que o governo está avaliando o potencial de escalada do conflito.
## O Brasil está preparado para enfrentar a crise?
O ministro da Fazenda destacou a autonomia do Brasil e sua posição como um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Ele mencionou que o país possui reservas cambiais robustas, não possui dívida externa em moeda forte e é credor líquido internacional, além de contar com fontes de energia limpa.
## Qual a situação atual da Selic?
Atualmente, a Selic está fixada em 15% ao ano, o nível mais alto em duas décadas. O mercado financeiro, conforme o boletim Focus do Banco Central, projeta uma redução da taxa para 12% ao ano até o final de 2026. A expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie o ciclo de cortes na próxima reunião, agendada para os dias 17 e 18 deste mês.