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Greve dos bancários de 1985 é tema de livro lançado em Brasília

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O livro “No coração do sistema: antologia de luta e resistência na greve dos bancários de 1985” foi lançado em 24 de abril, em Brasília, antes da abertura do 8º Congresso Nacional do PT. A obra reúne 43 artigos de lideranças que participaram da paralisação dos bancários entre 11 e 13 de setembro de 1985, movimento apresentado como um marco na organização nacional da categoria e na construção da Convenção Coletiva de Trabalho. De acordo com informações da Revista Fórum, a publicação foi organizada pela jornalista Fernanda Otero.

Segundo o texto original, a greve de 1985 parou o sistema financeiro nacional de norte a sul do país e é descrita como a maior e mais importante da categoria. O relato também afirma que o movimento consolidou a unidade nacional dos bancários e abriu caminho para a adoção de direitos comuns a trabalhadores de bancos públicos e privados em todo o Brasil.

O que reúne o livro sobre a greve dos bancários de 1985?

A antologia foi organizada por Fernanda Otero e reúne 43 artigos assinados por lideranças de várias regiões do país que participaram da mobilização. Entre os autores está Jacy Afonso, apresentado no texto como um dos organizadores da greve em Brasília.

O artigo informa que a obra foi lançada na sexta-feira, 24 de abril, na capital federal, antes do início do 8º Congresso Nacional do PT. A publicação busca recuperar a memória da paralisação de 1985 e situá-la no contexto político e sindical do período.

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Por que a greve de 1985 é apontada como um marco?

De acordo com o relato, a paralisação ocorreu em um cenário de inflação elevada, desgaste da ditadura militar e crescimento das mobilizações trabalhistas. O texto associa esse processo às greves do ABC de 1978 e às disputas sindicais que ganharam força a partir de 1979.

O artigo menciona ainda a greve dos bancários de Porto Alegre, iniciada em 5 de setembro de 1979 sob liderança de Olívio Dutra, com adesão posterior de bancários de São Paulo e do Rio de Janeiro. Segundo a publicação, esse ciclo de mobilizações ajudou a fortalecer oposições sindicais em diferentes capitais e influenciou o ambiente que levaria à greve nacional de 1985.

Quais desdobramentos da mobilização são citados?

O texto afirma que, até então, as negociações dos bancários com os bancos eram fragmentadas, enquanto os banqueiros atuavam de forma unificada. Também relata que encontros com sindicalistas do Banco do Brasil contribuíram para a criação da Executiva Nacional dos Funcionários do BB, em meio a discussões sobre o cumprimento de convenções coletivas.

Segundo o artigo, um veto do Ministério da Fazenda a um acordo com o Banco do Brasil provocou reação nas bases e serviu de estopim para a greve de dezembro de 1984. Essa experiência, ainda de acordo com o relato, foi importante para a organização da paralisação geral de 1985.

  • A greve de 1985 ocorreu entre 11 e 13 de setembro.
  • O livro foi lançado em 24 de abril, em Brasília.
  • A obra reúne 43 artigos de participantes do movimento.
  • A Convenção Coletiva foi assinada em 1992 com bancos privados.
  • Em 2004, o acordo foi ampliado para Banco do Brasil e Caixa.

Como o texto relaciona a greve à Convenção Coletiva de Trabalho?

O relato destaca a greve como um passo decisivo para a construção da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários. Conforme o artigo, a primeira assinatura com bancos privados ocorreu em 1992, e a partir de 2004 o instrumento passou a incluir também o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

A publicação afirma que os bancários seguem como a única categoria com uma Convenção Coletiva Nacional. Também sustenta que a greve de 1985 teve efeitos em outras categorias e contribuiu para a formação de lideranças sindicais e políticas em diferentes estados.

No texto, Jacy Afonso relaciona a trajetória do movimento sindical bancário a nomes como Olívio Dutra, Luiz Gushiken, Augusto Carvalho, Erika Kokay, Wellington Dias e Regina Souza, entre outros citados como quadros formados ao longo desse processo. A narrativa também menciona a criação do Departamento Nacional dos Bancários da CUT, sob liderança de Gilmar Carneiro, e um encontro em Campinas, em São Paulo, que deliberou pela greve.

Ao recuperar esse percurso, a obra apresentada em Brasília resgata o papel da mobilização de 1985 na história sindical do país, associando a paralisação à unificação de pautas da categoria e à consolidação de um acordo nacional para trabalhadores de bancos públicos e privados.

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