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Greenpeace Brasil transforma banners em kits de dignidade menstrual em Manaus

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Ativista costurando banners reutilizados para criar ecobags com kits de higiene menstrual em oficina em Manaus.
Foto: crguerra / flickr (by-sa)

O Greenpeace Brasil informou em 31 de março de 2026 que banners antigos da organização foram reaproveitados na produção de nécessaires usadas em kits destinados a pessoas em vulnerabilidade menstrual em Manaus (AM). A iniciativa foi promovida pelo grupo de mulheres da entidade, com apoio do grupo de voluntários local, e resultou na distribuição de 100 kits para a comunidade indígena Iawarete Ipixuna. De acordo com informações do Greenpeace Brasil, a ação também incluiu uma atividade de conversa sobre dignidade menstrual com participação de projetos parceiros. O tema tem alcance nacional, já que a pobreza menstrual afeta o acesso à higiene, à saúde e à permanência em atividades cotidianas em diferentes regiões do país.

Segundo o texto publicado pela organização, os banners, conhecidos por serem usados em ações públicas do Greenpeace Brasil, ganharam nova função por meio de uma mobilização interna voltada ao tema da dignidade menstrual. As nécessaires foram produzidas pelo projeto Recria e depois preenchidas com itens doados por funcionários e voluntários. O reaproveitamento do material também insere a ação em uma lógica de reutilização de resíduos, prática associada à economia circular.

Como os banners foram transformados em kits de higiene menstrual?

As peças foram confeccionadas a partir de banners antigos do Greenpeace Brasil e convertidas em nécessaires. Depois disso, os itens foram montados com absorventes, sabonete, escova de dente, desodorante e creme dental, conforme informou a organização.

Ao todo, foram distribuídos 100 kits. A entrega ocorreu em parceria com o projeto MenstRUA e com apoio do grupo de voluntários do Greenpeace Brasil em Manaus, tendo como destino a comunidade indígena Iawarete Ipixuna, na capital amazonense.

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  • nécessaires feitas com banners reutilizados;
  • absorventes;
  • sabonete;
  • escova de dente;
  • desodorante;
  • creme dental.

Por que a organização destacou a vulnerabilidade menstrual?

O artigo afirma que a vulnerabilidade menstrual afeta cerca de 15 milhões de pessoas no Brasil, com base em dados atribuídos ao Unicef. Segundo o texto, a falta de acesso adequado a itens de higiene pessoal impacta saúde, educação e equidade de gênero.

A pauta foi escolhida pelo grupo de mulheres do Greenpeace Brasil para uma ação interna de solidariedade. No material publicado, a organização descreve o tema como cercado por silêncios, desigualdades e barreiras de acesso.

“Essa iniciativa mostra como é possível transformar materiais das nossas campanhas em ações concretas de cuidado e respeito, levando dignidade menstrual a quem mais precisa.”

A declaração acima foi atribuída a Poraima Kukama, apresentada no texto como representante do grupo de mulheres que liderou a entrega dos kits.

Que outras atividades acompanharam a ação em Manaus?

Além da distribuição dos kits, colaboradores e voluntários do Greenpeace Brasil participaram de uma palestra sobre dignidade menstrual. O encontro contou com os projetos MenstRUA e Dona do Meu Fluxo, segundo o relato da organização.

“Falar sobre vulnerabilidade menstrual é falar sobre dignidade, acesso e justiça social. Muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades para acessar itens básicos de higiene menstrual, o que impacta diretamente sua saúde e até a possibilidade de participarem plenamente da vida cotidiana. Por isso, abrir esse espaço de diálogo foi tão importante para dar visibilidade a uma realidade que muitas vezes é silenciada. Nossa ação buscou transformar essa conversa em ação concreta, contribuindo para que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham mais autonomia, cuidado e dignidade, muitas, inclusive, pela primeira vez”

A fala foi atribuída a Bruna Canal, identificada pela publicação como representante do grupo de mulheres que facilitou o encontro.

O texto também informa que a iniciativa foi inspirada no projeto “Vestir a bandeira, defender o clima”, que reaproveitou uma bandeira de 20 metros de diâmetro usada em outubro de 2023 na campanha de Justiça Climática do Greenpeace Brasil para produzir jaquetas doadas a pessoas LGBTQIAPN+.

Dessa forma, a ação em Manaus reuniu reaproveitamento de material já utilizado em campanhas da organização, arrecadação de itens de higiene e articulação com projetos parceiros para tratar da dignidade menstrual em uma comunidade atendida pela iniciativa.

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