
O Ministério da Saúde reuniu uma equipe emergencial para reforçar o atendimento na base polo de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A iniciativa, divulgada na última quarta-feira (18 de fevereiro de 2026), é uma resposta do Governo Federal ao aumento das infecções por coqueluche entre crianças da região, que já soma oito casos e três óbitos. De acordo com informações da Agência Brasil, a equipe chegou à região na última segunda-feira (16 de fevereiro). Surucucu é uma das principais bases de atendimento no território yanomami, localizado no norte de Roraima, área de difícil acesso e com comunidades espalhadas por grandes distâncias.
Quais são as medidas adotadas pelo governo?
A equipe enviada pelo Ministério da Saúde foi acompanhada por especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS, com experiência na contenção de surtos. O grupo atuará em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami, que já estava em Surucucu realizando coletas de material e trabalhos de prevenção. Os Dseis são estruturas do SUS voltadas ao atendimento de saúde dos povos indígenas. Ao todo, 50 profissionais vão reforçar a prevenção de novos casos e a assistência local.
- Vacinação como principal meio de prevenção
- Tratamento das crianças infectadas em hospitais de Boa Vista
- Investigação e acompanhamento de casos suspeitos
Como está a situação da saúde na TI Yanomami?
Em 2023, o Governo Federal decretou estado de emergência na Terra Indígena Yanomami devido ao alto índice de desnutrição, malária e mortes por causas diversas. Desde então, foram instituídas ações para combater a crise sanitária, resultante do garimpo ilegal. Medidas como o fechamento de garimpos ilegais e a destinação de recursos para controle do espaço aéreo foram tomadas, além de ações para despoluição dos rios e construção de unidades especializadas de saúde.
Quais são os desafios enfrentados?
Apesar das melhorias, lideranças indígenas reforçam que ainda existem muitos desafios a serem ultrapassados. Com uma população de mais de 30 mil pessoas e cerca de 376 comunidades, a TI Yanomami é o maior território indígena do país. Desde a decretação do estado de emergência, a mortalidade na região caiu 27,6%, segundo dados de 2025 do Ministério da Saúde.


