A Gerdau comprou a totalidade da participação acionária da Celesc na Dona Francisca Energética (DFESA), equivalente a 23,03% do capital social, e passará a assumir o controle da operação da hidrelétrica Dona Francisca, no Rio Grande do Sul. A operação foi publicada em 17 de abril de 2026 e envolve um enterprise value de R$ 150 milhões, com pagamento à vista no fechamento, com recursos próprios. De acordo com informações do Petronotícias, a conclusão do negócio ainda depende de condições precedentes usuais e da aprovação da autoridade concorrencial brasileira.
Com a aquisição da fatia antes detida pela Celesc, a participação da Gerdau na DFESA subirá de 53,94% para 76,97%. Segundo o texto original, isso eleva a energia assegurada atribuída à companhia de 35,6 MW médios para cerca de 50 MW médios. A usina está localizada no rio Jacuí, entre os municípios de Agudo e Nova Palma, e opera por meio de uma cota de 85% no consórcio da concessão da Usina Hidrelétrica Dona Francisca.
O que muda com a compra da participação da Celesc?
A principal mudança é o aumento da presença da Gerdau no ativo de geração elétrica. A empresa já era acionista da DFESA e, com a compra, passa a deter uma fatia majoritária mais ampla, consolidando o controle da operação. O valor da transação, de acordo com a proposta aceita pela Celesc, considera enterprise value de R$ 150 milhões.
O preço de aquisição será pago integralmente na data do fechamento. Ainda assim, o negócio segue sujeito aos termos previstos nos contratos, ao eventual exercício do direito de preferência proporcional por outros acionistas da DFESA e à aprovação pela autoridade concorrencial brasileira.
Onde fica a usina e qual é sua capacidade?
A Usina Hidrelétrica Dona Francisca fica no estado do Rio Grande do Sul, no rio Jacuí, entre os municípios de Agudo e Nova Palma. Conforme o texto, a usina tem capacidade instalada de 125 MW e garantia física de 72,5 MW médios, dos quais aproximadamente 66 MW médios são destinados à DFESA.
A DFESA é descrita como uma sociedade anônima de capital fechado dedicada à geração de energia elétrica. Sua atuação ocorre por meio da participação no consórcio da concessão da usina, o que torna a hidrelétrica um ativo relevante dentro da estratégia energética da Gerdau.
Qual foi a justificativa apresentada pela Gerdau?
Ao comentar a operação, o CEO da empresa, Gustavo Werneck, afirmou que a compra está ligada ao aumento da produção de energia renovável e a mais um investimento no estado onde a companhia foi fundada. A declaração foi reproduzida no texto original:
“Estamos aumentando nossa participação em uma hidrelétrica da qual somos acionistas desde o início da operação, visando elevar nossa produção de energia renovável. Além disso, marca mais um investimento no Rio Grande do Sul, estado onde a Gerdau foi fundada há 125 anos.”
O texto também associa a aquisição ao objetivo de ampliar a competitividade da companhia ao mesmo tempo em que busca a descarbonização de suas operações no Brasil. Não há, no entanto, detalhes adicionais sobre cronograma de integração ou mudanças operacionais imediatas após o fechamento.
Como essa operação se encaixa na estratégia recente da empresa?
Segundo o artigo de origem, a compra da participação na Dona Francisca se soma a outros movimentos recentes da Gerdau em geração de energia. Em março de 2026, a empresa inaugurou seu segundo parque solar em Barro Alto, em Goiás. O primeiro havia sido inaugurado em junho de 2025, em Arinos, Minas Gerais.
O texto também informa que, em janeiro de 2025, a companhia anunciou a aquisição de duas pequenas centrais hidrelétricas no Mato Grosso. Em conjunto, esses movimentos indicam a ampliação da presença da empresa em ativos de energia renovável.
- Participação da Celesc adquirida: 23,03% do capital social da DFESA
- Participação da Gerdau antes da compra: 53,94%
- Participação da Gerdau após a compra: 76,97%
- Valor considerado na proposta: R$ 150 milhões
- Capacidade instalada da usina: 125 MW
A reportagem original ainda destaca o perfil industrial da Gerdau, descrita como a maior empresa brasileira produtora de aço e a maior recicladora da América Latina. O texto informa que cerca de 70% do aço produzido pela companhia é feito a partir de sucata e que, anualmente, 11 milhões de toneladas desse material são transformadas em produtos de aço.