Geopolítica divide esquerda em debate sobre Orbán e Juliana Brizola no RS - Brasileira.News
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Geopolítica divide esquerda em debate sobre Orbán e Juliana Brizola no RS

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Um artigo de opinião de Moisés Mendes discute a forma como setores da esquerda reagem a dois temas distintos: a defesa de Viktor Orbán, associada a uma leitura da geopolítica internacional, e a resistência à candidatura de Juliana Brizola ao governo do Rio Grande do Sul, vinculada à estratégia nacional de alianças em torno da reeleição de Lula. O texto foi publicado em 15 de abril de 2026 e contrapõe o que o autor chama de “geopolítica mundial” e “geopolítica nacional”. De acordo com informações do DCM, o articulista sustenta que diferentes grupos adotam critérios distintos conforme o tema em disputa.

No texto, o autor afirma que há pessoas “de uma certa esquerda” mobilizadas nas redes para defender mais o líder húngaro do que a candidatura de Juliana Brizola, apresentada como parte de uma frente política no Rio Grande do Sul. A comparação é usada para argumentar que cada campo político adota a geopolítica que lhe convém, conforme seus interesses e prioridades.

Como o artigo contrapõe Viktor Orbán e Juliana Brizola?

Moisés Mendes descreve Orbán como um nome que, para alguns setores, pode ser relativizado por estar alinhado a Vladimir Putin e em oposição à Europa e à Otan. Segundo o articulista, esse grupo justificaria essa posição a partir de uma visão mais ampla da política internacional, em que a leitura do cenário global se sobreporia ao julgamento político do personagem.

O autor resume essa crítica ao dizer que, nesse caso, prevaleceria a ideia de totalidade estratégica. No artigo original, ele escreve:

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O que significa que cada um tem a geopolítica que lhe interessa.

A partir dessa formulação, o texto sustenta que Orbán poderia ser visto por alguns como alguém “do nosso lado”, apesar das críticas que recebe, porque o eixo de análise estaria concentrado no enfrentamento geopolítico internacional e não na avaliação interna do governo húngaro.

Qual é o argumento sobre a disputa política no Rio Grande do Sul?

Na segunda parte do artigo, Moisés Mendes desloca o foco para a eleição gaúcha. Ele afirma que Juliana Brizola, do PDT, integra uma estratégia definida por Lula e pelo comando nacional com o objetivo de ampliar alianças e fortalecer a disputa federal. Nesse raciocínio, a candidatura seria menos um movimento local isolado e mais uma peça de uma articulação política mais ampla.

Segundo o autor, esse entendimento não é compartilhado por integrantes da esquerda que preferem a candidatura de Edegar Pretto, do PT. Para esse grupo, de acordo com o texto, pesariam mais a autonomia regional e a defesa de uma alternativa própria no estado do que a lógica nacional de alianças.

  • Na política internacional, o autor aponta uma defesa baseada em geopolítica global.
  • No caso gaúcho, ele diz que a lógica nacional de alianças encontra resistência regional.
  • O contraste é usado para sustentar que os critérios políticos mudam conforme o interesse de cada grupo.

Qual é a conclusão central apresentada pelo articulista?

A conclusão do artigo é que a noção de geopolítica não estaria sendo aplicada de forma uniforme. Para Moisés Mendes, quando o debate envolve relações internacionais e alinhamentos externos, parte da esquerda aceita flexibilizar críticas em nome de uma estratégia mais ampla. Já quando a discussão se volta para a composição eleitoral no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, a mesma disposição estratégica não apareceria com a mesma força.

O texto, em tom opinativo, apresenta essa diferença como uma contradição interna. Em vez de relatar novos fatos, ele interpreta posicionamentos políticos e propõe uma leitura crítica sobre coerência e prioridade dentro do campo progressista. Assim, a comparação entre Orbán e Juliana Brizola funciona como eixo argumentativo para questionar por que certos cálculos estratégicos são aceitos em um cenário e rejeitados em outro.

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