Fundação Dorina Nowill para Cegos completa 80 anos em 2026, destacando-se como líder na educação de pessoas cegas e de baixa visão. Desde sua criação em 1946, a organização tem sido fundamental na inclusão educacional e social dessas pessoas no Brasil e no mundo. De acordo com informações da Exame, a fundação tem como meta atender 3 mil pessoas por ano.
Quais são os principais desafios e conquistas da fundação?
A fundação, criada pela educadora e ativista Dorina Nowill, tem uma história marcada pela luta por políticas públicas para pessoas com deficiência visual. Alexandre Munck, superintendente-executivo, destaca que “
Até que todos os livros nasçam 100% acessíveis, nosso trabalho não para
“. A instituição é responsável por produzir milhões de livros acessíveis e conta com um estúdio de gravação para livros falados.
- Mais de 11 milhões de páginas impressas em 2025.
- Prensas braille custam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.
- Serviços gratuitos e apoio de doações.
Como a fundação contribui para a inclusão no mercado de trabalho?
A Fundação Dorina Nowill também atua na empregabilidade de pessoas cegas. Munck explica que o principal desafio está na contratação, pois muitas empresas acreditam que adaptações são caras. No entanto, “
os softwares para leitura são na maioria gratuitos
“, afirma Munck. A fundação mantém um banco de talentos para facilitar a inserção no mercado de trabalho.
Quais são os avanços e metas futuras?
Os avanços incluem a popularização do braille e a adaptação de ambientes externos. A fundação também busca combater casos evitáveis de cegueira, que representam até 80% dos diagnósticos. “
Até que todos os livros nasçam 100% acessíveis, nosso trabalho não para
“, reforça Munck, destacando a importância de uma operação conjunta com escolas, fabricantes e profissionais de saúde.


