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Funcionários da Meta enfrentam instalação de software de vigilância

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A Meta, conhecida por monitorar as atividades online de seus bilhões de usuários, agora enfrenta insatisfação interna ao instalar software de vigilância nos computadores de trabalho de seus funcionários. De acordo com informações do The Register, a empresa estaria implementando um novo sistema denominado ‘Iniciativa de Capacidade de Modelos’ para capturar cliques e movimentos dos usuários. O software tem como objetivo coletar dados relevantes para aprimorar a construção de modelos de inteligência artificial.

Conforme relato do Business Insider, o memorando interno, que foi divulgado aos colaboradores, especifica que a vigilância ocorrerá em aplicações e URLs usados no trabalho, como Gmail, GChat, VCCode e um aplicativo interno chamado Metamate. Alegadamente, o CTO da Meta, Andrew Bosworth, destacou que essa coleta de dados viabilizará o desenvolvimento de ‘agentes’ que podem substituir funções humanas em um futuro próximo.

Por que a Meta está instalando software de vigilância?

A iniciativa da Meta de usar o software de vigilância busca expandir o entendimento sobre o uso de computadores em ambientes reais, com o intuito de evoluir seus modelos de inteligência artificial. Essa prática permite o estudo minucioso de como as pessoas interagem com plataformas digitais, possibilitando o desenvolvimento de tecnologias onde agentes virtuais realizam tarefas anteriormente exclusivas de pessoas.

Empresas como Anthropic e OpenAI também já exploraram esse conceito. Enquanto a Anthropic lançou uma tecnologia similar em 2024, a OpenAI desenvolveu o ‘Operator’, um sistema que possibilita o uso de navegadores virtuais por agentes, mostrado ao público no ano passado.

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Qual é a visão da Meta para a inteligência artificial?

A Meta define essa evolução como uma fase de ‘superinteligência pessoal’, onde, segundo o CEO vitalício Mark Zuckerberg, os agentes ajudarão no alcance de objetivos, proporcionando uma experiência de vida mais rica e personalizada. Essa abordagem, contudo, gerou críticas diante das implicações sobre a privacidade no ambiente de trabalho.

Apesar de a Meta ser frequentemente criticada por seu histórico de violações de privacidade de usuários, a organização parece disposta a estender essas práticas aos seus próprios funcionários. Isso ilustra a ironia da situação, já que agora os próprios funcionários da Meta experimentam o desconforto que seus usuários enfrentam há anos.

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