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Funarte celebra 50 anos com abertura do Cedoc e programação cultural no Rio

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Fachada da sede da Funarte no Rio com faixas comemorativas e público participando de eventos culturais ao ar livre.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

A Funarte celebra seus 50 anos nesta terça-feira, 31 de março de 2026, com a abertura do Centro de Documentação e Pesquisa (Cedoc) no antigo prédio do Museu da Casa da Moeda, na Praça da República, no centro do Rio de Janeiro, além de uma exposição no Palácio Gustavo Capanema e shows na área dos Pilotis. As ações encerram um ciclo de três meses de comemorações promovidas pela fundação e destacam a preservação da memória das artes brasileiras e a formulação de políticas públicas para o setor. De acordo com informações da Agência Brasil, o Cedoc passa a funcionar em imóvel próprio, vinculado à Diretoria de Memória, Pesquisa e Produção de Conteúdos.

A nova fase do Cedoc ocorre no contexto da reforma administrativa da Funarte, realizada em 2025, e marca o encerramento das celebrações pelos 50 anos da instituição. A Funarte é a Fundação Nacional de Artes, vinculada ao Ministério da Cultura. Segundo a reportagem, o centro reúne mais de 2 milhões de itens ligados à memória da própria fundação e das artes no país, incluindo acervos reconhecidos no Programa Memória do Mundo da Unesco.

O que representa a abertura do Cedoc na nova sede?

A mudança do Cedoc para o casarão histórico no centro do Rio é apresentada pela Funarte como um marco para a preservação de seu acervo. A presidenta da fundação, Maria Marighella, destacou o simbolismo da transferência para um prédio próprio.

“O Cedoc sai de um espaço e de uma sede que não era sua, se transfere para um prédio que era o antigo Museu da Casa da Moeda, mas que hoje é um prédio do Cedoc, um prédio próprio, um patrimônio no centro do Rio de Janeiro vocacionado a preservar esse acervo”.

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O centro guarda documentos e coleções considerados relevantes para a história cultural brasileira. Entre os acervos citados estão os do dramaturgo Oduvaldo Vianna, do produtor Walter Pinto e do ator, diretor e pesquisador Fernando Peixoto, todos mencionados pela reportagem como registrados no Programa Memória do Mundo da Unesco.

Maria Marighella também afirmou que a abertura do espaço busca mobilizar instituições culturais em torno da preservação e proteção de acervos públicos e privados de interesse público. Segundo ela, a Funarte pretende assinar protocolos de intenção com instituições voltadas a essa área.

“Ao convocarmos, chamarmos e unirmos as instituições estamos inaugurando um ambiente de rede, dizendo que o papel da memória é o que só pode se dar se ele for na relação federativa, no sistema nacional de cultura, com os entes federados, mas sobretudo com os agentes culturais e as suas instituições”.

Quais acervos e exposições fazem parte da programação?

Desde 2008, o Cedoc também abriga o acervo pessoal de Sebastião Bernardes de Souza Prata, o ator Grande Othelo. A partir dessa coleção, foi montada a mostra Ocupação Grande Othelo, em parceria com o Itaú Cultural. Agora instalada na nova sede do centro, a exposição oferece ao público uma imersão na vida e na obra do artista por meio de mais de 160 itens.

Entre os materiais apresentados estão poemas, partituras originais dos anos 1940, roteiros, objetos, cartas, fotografias, indumentárias, agendas, cadernos pessoais, documentos históricos e troféus. A visitação é gratuita e ficará aberta até 30 de setembro de 2026, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h. A partir de maio de 2026, escolas poderão agendar visitas guiadas pelo Programa Educativo do Cedoc.

  • Abertura do Cedoc: 31 de março de 2026, às 10h
  • Visitação da Ocupação Grande Othelo: até 30 de setembro de 2026
  • Horário da mostra: de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h
  • Visitas guiadas para escolas: a partir de maio de 2026

A reportagem também informa que o Palácio Gustavo Capanema recebe, às 16h desta terça-feira, 31 de março de 2026, a exposição Visualidades Brasileiras – Funarte 50 Anos. O edifício é um dos marcos da arquitetura modernista brasileira, no centro da capital fluminense. A mostra, com curadoria de Luíza Interlenghi, reúne cinco décadas de arte contemporânea, políticas públicas e diversidade estética, abrangendo o período de 1976 a 2026.

Segundo a Funarte, a exposição revisita iniciativas como os Salões Nacionais de Artes Plásticas, o Projeto Macunaíma, o Instituto Nacional de Fotografia e prêmios ligados à arte contemporânea. Na abertura, está prevista uma roda de partilha e a performance Nimbo Oxalá, do artista Ronald Duarte.

Como será a programação musical das comemorações?

A programação inclui ainda show na área dos Pilotis, a partir das 18h, com as cantoras Cátia de França, Josyara e Juliana Linhares. De acordo com o texto original, a apresentação percorre mais de 50 anos de carreira de Cátia de França, além de canções do repertório autoral das outras duas artistas.

As comemorações, conforme relatado pela Agência Brasil, encerram um ciclo iniciado há três meses e reforçam o papel da Funarte na preservação da memória artística, na difusão de acervos e na discussão de políticas públicas para as artes no Brasil.

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