Fraude no e-commerce brasileiro é contida por uso de inteligência artificial - Brasileira.News
Início Economia & Negócios Fraude no e-commerce brasileiro é contida por uso de inteligência artificial

Fraude no e-commerce brasileiro é contida por uso de inteligência artificial

0
0

O comércio eletrônico brasileiro evitou cerca de R$ 1,4 bilhão em perdas no primeiro semestre de 2025 devido à aplicação de sistemas de inteligência artificial voltados para a segurança digital. A tecnologia auxiliou na proteção de mais de 100 mil estabelecimentos comerciais no país durante o período. A ferramenta da Visa, denominada Decision Manager, atua em tempo real para conter o avanço criminoso em um cenário onde o varejo enfrenta constantes tentativas de invasão e aplicação de golpes financeiros.

De acordo com informações do Monitor Mercantil, dados de um relatório da Serasa Experian apontam que o Brasil registrou quase sete milhões de tentativas de fraudes apenas nos primeiros seis meses do ano de 2025. Esse volume alarmante representa, na prática, a ocorrência de uma investida criminosa a cada 2,3 segundos contra sistemas de vendas na internet. Globalmente, para combater essa ameaça contínua, investimentos massivos são direcionados ao fortalecimento do ecossistema de pagamentos, ultrapassando a marca de US$ 13 bilhões nos últimos cinco anos por parte das lideranças do setor.

Como o valor das transações fraudulentas afeta o varejo?

As estatísticas compiladas no primeiro semestre de 2025 demonstram que o prejuízo potencial para as lojas virtuais vai além do mero volume de ataques diários. O ticket médio das transações fraudulentas manteve-se aproximadamente 62% mais alto em comparação com as vendas legítimas. Essa discrepância substancial nos valores evidencia o impacto financeiro drástico que cada tentativa bem-sucedida pode representar para o fluxo de caixa do varejo nacional.

Consequentemente, a prevenção à fraude deixou de ser encarada pelos gestores do setor apenas como um protocolo básico de segurança cibernética. Atualmente, barrar operações ilícitas converteu-se em uma verdadeira alavanca de rentabilidade para o comércio eletrônico brasileiro, garantindo que o faturamento das empresas não seja corroído silenciosamente por estornos e contestações posteriores ao envio dos produtos.

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article

Quais são os prazos de contestação e os padrões mais suspeitos?

Os indicadores de segurança também revelam padrões temporais e geográficos que se tornaram importantes para a detecção de anomalias nas compras online. Foi constatado pelas empresas de segurança que 90% dos chamados chargebacks são reportados em um prazo de até 45 dias após a concretização da venda. Essa janela temporal reforça a necessidade de os sistemas antifraude tomarem decisões precisas já no momento exato da autorização do pagamento.

Adicionalmente, as análises comportamentais mostram que cerca de 30% de todas as tentativas de fraude bloqueadas apresentam algum tipo de inconsistência relacionada à geolocalização do usuário logado. Esse dado logístico destaca a relevância fundamental da verificação de contexto cruzada com o comportamento habitual do consumidor para identificar padrões suspeitos que fogem à normalidade antes da aprovação da compra pelo banco.

Quais são os principais métodos utilizados pelos fraudadores?

O ambiente digital brasileiro sofre rotineiramente com táticas variadas e cada vez mais diversificadas por parte dos criminosos cibernéticos. O monitoramento contínuo do setor identificou os vetores de ataque tecnológico mais recorrentes que atingem os lojistas e os consumidores finais. Entre as principais modalidades interceptadas pelos sistemas, destacam-se:

  • Ataques de enumeração: quando criminosos testam múltiplas combinações matemáticas de dados de cartões para descobrir e validar numerações ativas em massa.
  • Roubo de conta: o acesso não autorizado e totalmente indevido a perfis de cadastro legítimos pertencentes aos consumidores nas plataformas de venda.
  • Autofraude: situação em que o próprio titular do cartão realiza a compra, mas, de forma mal-intencionada, contesta a transação para não arcar com a fatura.
  • Fraude limpa: o uso de informações e histórico aparentemente imaculados para burlar o cruzamento de dados e não levantar nenhum tipo de alerta automático no sistema.
  • Fraude amiga: compras realizadas por pessoas próximas ao titular do cartão de crédito, como familiares ou amigos, porém sem a devida autorização formal prévia.
  • Fraude do reenvio: esquema que envolve a alteração ardilosa do endereço de entrega no momento do pós-venda para redirecionar as mercadorias de alto valor.

Para mitigar essa vasta gama de ameaças, as modernas tecnologias antifraude processam sinais variados por meio de automação em frações de segundo. Ao transformar dados brutos em inteligência de risco calculada, as plataformas de inteligência artificial apoiam as companhias na tomada de decisão rápida, agindo para barrar os golpes sem criar atritos demorados que prejudiquem a experiência de compra do cliente legítimo.

O que dizem os especialistas sobre o avanço da inteligência artificial?

O atual cenário cibernético exige adaptação estrutural constante, especialmente no ano em que o comércio eletrônico no Brasil celebra três décadas inteiras de existência. A sofisticação contínua das investidas criminosas força o aprimoramento imediato das barreiras defensivas na internet. O vice-presidente de Value Added Services da Visa no Brasil, Gustavo Carvalho, avalia a necessidade latente de mesclar segurança de alto nível com navegação fluida.

“À medida que o e-commerce amadurece, as tentativas de fraude se tornam mais sofisticadas e combinam diferentes vetores de ataque. O Decision Manager utiliza modelos avançados de inteligência artificial e análise comportamental para transformar esses sinais em inteligência de risco, apoiando decisões mais assertivas ao longo da jornada digital”

, afirma Carvalho, detalhando o funcionamento da plataforma.

O executivo complementa que a harmonia entre o rigor na análise instantânea de dados e a facilidade irrestrita de uso para o consumidor final é vital para as empresas.

“Esse equilíbrio entre proteção e experiência é fundamental para sustentar o crescimento do comércio eletrônico no país”

, pontua. Assim, as iniciativas operacionais focadas em valor agregado buscam manter todo o ecossistema de compras online sempre estruturado de forma rigorosamente segura, eficiente e livre de fricções.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

WhatsApp us

Sair da versão mobile