França está reduzindo gradualmente os programas de apoio a mais de 40.000 ucranianos que ainda vivem no país sob proteção temporária. De acordo com informações do Terra, esses programas estão sendo substituídos por procedimentos legais padrão, o que fragiliza a situação dos mais vulneráveis.
Como a França está lidando com os refugiados ucranianos?
Desde 2022, quando a invasão russa à Ucrânia começou, a França acolheu cerca de 115.000 ucranianos sob o Status de Proteção Temporária (SPT). Este mecanismo permite que refugiados residam, trabalhem e tenham acesso à saúde pública. No entanto, a partir de 2024, muitos dos centros de acolhimento começaram a fechar, como o de Nice, que encerrou suas atividades em agosto de 2024.
- Capacidade de acolhimento reduzida para 4.000 vagas em 2026.
- Centros de acolhimento em Paris e Nice fechados.
- Refugiados agora dependem do sistema geral de assistência social.
Quais são os desafios enfrentados pelos refugiados?
Os refugiados enfrentam dificuldades para se integrar devido à falta de apoio contínuo.
“Não há mais vagas de alojamento financiadas pelo Estado”, confirma a Secretaria de Segurança do departamento de Alpes-Maritimes.
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Muitos, como Karina Youdenkova, estão tentando reconstruir suas vidas, mas enfrentam obstáculos burocráticos, como a obtenção de uma carteira de motorista. A associação AFUCA tem sido um recurso vital, mas seus recursos são limitados.
Qual é a perspectiva futura para os refugiados ucranianos na França?
O Senado francês aprovou uma proposta para melhorar a proteção temporária, mas ainda não foi discutida na Assembleia Nacional.
“Hoje não existe mais um ponto de contato nacional”, observa a senadora Nadia Sollogoub.
Com a Ucrânia deixando de ser prioridade, muitos refugiados enfrentam um futuro incerto, com dificuldades para encontrar moradia e emprego, além dos traumas psicológicos.


