Na manhã da última sexta-feira (17), as forças de segurança do Estado do Pará realizaram a incineração de aproximadamente 620 quilos de entorpecentes no município de Santarém, localizado no oeste paraense. A operação, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), é o resultado de diversas apreensões realizadas em pontos estratégicos, com destaque para a atuação na Base Integrada Fluvial Candiru, em Óbidos. O procedimento visa dar destinação final aos materiais ilícitos retirados de circulação nas rotas fluviais da região amazônica.
De acordo com informações da Agência Pará, o material incinerado compreende substâncias como maconha, skunk — variante da droga com maior concentração de componentes psicoativos — e diversos derivados de cocaína. A maior parte dessas apreensões ocorreu durante fiscalizações no rio Amazonas, identificado pelas autoridades como um dos principais corredores utilizados pelo crime organizado para o escoamento de entorpecentes.
Qual é a importância estratégica da Base Candiru para a segurança pública?
A Base Integrada Fluvial Candiru desempenha um papel central na política de segurança do governo estadual, funcionando como uma barreira de contenção em uma área de difícil monitoramento geográfico. Segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo, a unidade é essencial para desarticular a logística das organizações criminosas que operam nos rios paraenses.
A Base Integrada Fluvial Candiru é fundamental dentro da política de segurança pública do Estado, pois atua diretamente em uma das principais rotas utilizadas pelo crime organizado. Os resultados demonstram avanços consistentes no combate ao tráfico, com apreensões expressivas e ações contínuas de fiscalização.
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A incineração contou com a participação ativa da Polícia Civil, da Polícia Militar — incluindo o Batalhão de Missões Especiais — e de técnicos da Vigilância Sanitária de Santarém. A presença desses órgãos assegura que a destruição das drogas siga rigorosamente os protocolos legais e sanitários exigidos pela legislação brasileira, garantindo a transparência do processo de repressão ao tráfico.
Como ocorre a integração entre as polícias Civil e Militar nesta operação?
A integração entre as forças é o pilar que sustenta o volume de apreensões no oeste do Pará. O delegado-geral da Polícia Civil, Raimundo Benassuly, enfatizou que a atuação conjunta é o que permite o enfrentamento direto às organizações. Para o delegado Germano do Vale, a eficiência da unidade de Óbidos é comprovada pelos dados estatísticos: cerca de 95% do material destruído nesta ação foi interceptado especificamente na Base Candiru, enquanto o restante teve origem em ocorrências da seccional de Santarém.
Esta é mais uma ação integrada do sistema de segurança pública, envolvendo Polícia Civil e Polícia Militar no combate às organizações criminosas. A incineração é resultado das apreensões realizadas em Santarém e região, e reforça a relevância da Base Candiru na repressão ao tráfico de drogas.
Quais são os resultados operacionais registrados em 2026?
Os índices de produtividade da segurança pública no primeiro trimestre deste ano revelam uma vigilância intensa na malha fluvial. Além do combate ao tráfico de entorpecentes, as operações abrangem crimes ambientais e porte ilegal de armas. Entre os principais dados coletados de janeiro a março de 2026, destacam-se:
- Apreensão de 122,3 quilos de entorpecentes diversos;
- Apreensão de 6.572 quilos de pescado ilegal;
- Abordagem e fiscalização de 22.729 pessoas;
- Resgate de 147 animais silvestres;
- Apreensão de duas armas de fogo e um veículo.
No acumulado do ano de 2025, as forças de segurança já haviam retirado de circulação um total de 1.753 quilos de drogas, evidenciando uma tendência de manutenção da pressão operacional contra o crime organizado. O titular da Segup reiterou que o Estado pretende continuar expandindo a presença das forças integradas em áreas estratégicas para garantir a redução da criminalidade e a proteção da biodiversidade amazônica.