FKA twigs, nome artístico de Tahliah Barnett, entrou com uma ação judicial contra a banda The Twigs em uma disputa sobre o uso da marca ligada ao seu nome artístico. Segundo o processo, Barnett acusa a dupla de ter enviado diversas notificações extrajudiciais e pede que um júri decida sobre seu direito de usar e registrar a marca FKA twigs. De acordo com informações do Pitchfork, a ação foi noticiada em 23 de março de 2026. Embora o caso tramita no exterior, disputas sobre nome artístico e marca também interessam ao público brasileiro porque envolvem propriedade intelectual, tema relevante para músicos, criadores e empresas no país.
De acordo com o relato publicado, Barnett afirma no processo que as irmãs gêmeas Laura Good e Linda Good, integrantes da The Twigs, conhecem seu nome artístico desde 2013. Na ação, ela sustenta que houve trocas de mensagens sobre a possibilidade de confusão entre os nomes e que, naquele período, quando ainda se apresentava como the Twigs, ofereceu US$ 15 mil para que os projetos musicais coexistissem sem a compra do nome da dupla.
O que FKA twigs alega no processo?
Segundo a ação, Laura Good e Linda Good recusaram a proposta e disseram não concordar com essa coexistência. O texto também afirma que a dupla processou Barnett em 2014 e que, em resposta, a artista passou a usar oficialmente o nome FKA twigs. Ainda assim, de acordo com o processo, a banda considerou que a mudança não era suficiente para evitar confusão.
Barnett afirma ainda que, em maio de 2024, a The Twigs tentou reativar alegações de marca ao enviar novas notificações extrajudiciais. Segundo o processo, essas comunicações ameaçavam litígio e buscavam impedir o uso de seu nome artístico. A artista também sustenta que a banda exigiu um pagamento significativo na casa de sete dígitos para encerrar as alegações contra ela.
Quais argumentos foram apresentados pela artista?
Na ação, Barnett pede o reconhecimento de seu direito de usar e registrar a marca FKA twigs, com decisão a ser tomada por júri. Em disputas desse tipo, o ponto central costuma ser o potencial de confusão entre marcas ou nomes no mercado, uma discussão que também aparece em casos de registro e uso de sinais distintivos no Brasil. Entre os elementos citados no processo, ela afirma que a The Twigs, formada em 1994, teria praticamente desaparecido do mercado após a troca de mensagens ocorrida há mais de uma década.
O processo também compara o alcance comercial das duas partes. Segundo a publicação, Barnett informou ter 3,2 milhões de ouvintes mensais no Spotify e mais de 300 milhões de visualizações no YouTube. Já a The Twigs, de acordo com os dados mencionados na ação, teria 67 inscritos e 19.332 visualizações no YouTube, 705 seguidores no Instagram e 25 ouvintes mensais no Spotify.
“As partes operam em ecossistemas comerciais inteiramente diferentes”
Essa frase, atribuída a Barnett no processo, é usada como parte do argumento de que o público não confundiria os dois projetos musicais. A tese da artista é que os contextos comerciais de FKA twigs e The Twigs são distintos o suficiente para afastar a possibilidade de confusão entre os nomes.
O que mais foi informado sobre o caso?
A publicação informa que o Pitchfork procurou representantes das duas partes para comentar o caso. O texto original, porém, não traz respostas atribuídas a Barnett, à The Twigs ou a seus representantes até o momento da publicação.
Além da disputa judicial, a reportagem relembra lançamentos recentes de FKA twigs. Em novembro de 2025, a artista lançou EUSEXUA Afterglow, descrito como um novo álbum acompanhado de uma versão reimaginada de seu terceiro disco de estúdio, EUSEXUA. O texto também afirma que a versão original do álbum lhe rendeu seu primeiro Grammy em fevereiro de 2026.
Assim, o centro da ação está no embate sobre a marca e no direito de Barnett de seguir usando o nome FKA twigs após anos de carreira com essa identidade artística. A decisão sobre o pedido, conforme relatado, deverá passar por julgamento com júri.


