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Fernando Iggnácio: júri condena ex-PM a mais de 32 anos por assassinato no Rio

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O 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou o ex-policial militar Rodrigo da Silva das Neves a 32 anos, nove meses e 18 dias de reclusão pelo assassinato do contraventor Fernando Iggnácio. O julgamento ocorreu no Rio de Janeiro, com sentença publicada neste sábado, 11 de abril de 2026. De acordo com informações da Agência Brasil, o júri reconheceu que o homicídio foi triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e emboscada, e determinou o cumprimento da pena em regime fechado.

Fernando Iggnácio foi morto em 2020 no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio, após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis, na Costa Verde. Na sentença, o juiz Thiago Portes Vieira de Souza destacou o papel atribuído a Rodrigo na execução do crime e mencionou o armamento apreendido no imóvel do réu.

O que levou o júri a condenar o ex-PM?

Ao proferir a sentença, o magistrado afirmou que os elementos reunidos no processo apontaram participação de destaque do réu na emboscada que terminou na morte de Iggnácio. A decisão também registrou a apreensão de armamento e munições no apartamento do acusado.

“No interior do apartamento do acusado, foram apreendidos quatro fuzis, carregadores, vasta quantidade de munições, conforme o auto de apreensão, a demonstrar o papel central do acusado na execução da emboscada que culminou na morte da vítima.”

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O juiz acrescentou ainda que Rodrigo era policial militar da ativa na época do crime. Segundo a sentença, ele teria usado conhecimentos adquiridos no exercício da função para a prática criminosa, em conduta descrita pelo magistrado como oposta ao dever funcional do cargo.

“[Ele] optou por praticar conduta que deveria reprimir, utilizando-se, inclusive, de seus conhecimentos policiais adquiridos no exercício da função, para efetivar o crime.”

O que acontece com os outros acusados no caso?

Outros dois acusados de participação na execução, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, também seriam julgados no mesmo júri. No entanto, no início da sessão, ambos dispensaram seus advogados.

Com isso, o julgamento dos dois foi adiado. Segundo as informações publicadas, eles deverão constituir nova defesa, e uma nova data será marcada para análise do caso. Já Ygor Rodrigues Santos da Cruz, apontado como outro suspeito de participação na execução, foi encontrado morto em 2022.

  • Rodrigo da Silva das Neves foi condenado a 32 anos, nove meses e 18 dias de reclusão
  • O homicídio foi classificado como triplamente qualificado
  • A pena deverá ser cumprida em regime fechado
  • Dois outros acusados ainda aguardam nova data de julgamento

Quem é apontado como mandante e qual é o contexto do crime?

Denunciado como mandante, o contraventor Rogério de Andrade responde em outro processo ao lado de Gilmar Eneas Lisboa. A reportagem informa que essa apuração tramita separadamente do julgamento que condenou o ex-PM.

Fernando Iggnácio era genro de Castor de Andrade, também ligado à contravenção. Conforme o relato do caso, Iggnácio teria sido morto a mando de Rogério de Andrade, sobrinho de Castor. O texto também relembra a disputa em torno do espólio de Castor de Andrade, apontada como pano de fundo de uma longa rivalidade.

Como a disputa familiar aparece na investigação?

Segundo a Agência Brasil, o engenheiro Paulinho de Andrade, filho de Castor, foi morto junto com seu segurança em outubro de 2020, quando saía de um escritório na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. A reportagem afirma que Paulinho não se envolvia com o jogo do bicho, mas questionava a parte que recebia da herança dos pontos ligados ao pai.

A irmã de Paulinho, Carmen Lúcia de Andrade, casada com Fernando Iggnácio, declarou que temia ser a próxima vítima após a morte do irmão. A partir desse episódio, Iggnácio e Rogério de Andrade passaram, segundo a matéria, a disputar o espólio de Castor de Andrade em um conflito que, de acordo com o texto original, deixou mais de 50 mortos ao longo de quase 30 anos.

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