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Fernando Haddad cobra explicações sobre Banco Master e gestão de Campos Neto

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Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, criticou a atuação de Roberto Campos Neto no Banco Central ao comentar o caso do Banco Master, em declarações publicadas na terça-feira, 15 de abril de 2026. Segundo ele, a autoridade monetária teria ignorado alertas feitos ao longo de anos sobre a instituição financeira e seu controlador, Daniel Vorcaro. De acordo com informações da Revista Fórum, Haddad questionou se houve “omissão”, “incompetência” ou “engano” por parte da gestão anterior do BC.

As declarações foram dadas em entrevista à CNN Brasil e reproduzidas pela Revista Fórum. No relato, Haddad afirmou não ter conhecimento de medidas favoráveis ao Banco Master antes da gestão de Campos Neto nem depois dela, e disse que a administração do ex-presidente do BC precisa ser avaliada à luz do caso.

O que Haddad disse sobre a atuação do Banco Central?

Haddad afirmou que o Banco Central teria sido alertado pelo sistema financeiro, pelo Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, e por bancos sobre riscos relacionados ao Banco Master, sem que medidas preventivas tivessem sido adotadas durante cinco anos. Ao comentar a trajetória do banco, ele questionou por que os alertas teriam sido ignorados por tanto tempo.

“Por que o Banco Central ignorou os alertas durante anos sobre o comportamento do Daniel Vorcaro [dono do Banco Master]? Por quê? Foi por omissão, foi por incompetência, foi por engano, foi pelo quê?”

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Na mesma entrevista, Haddad também levantou dúvidas sobre o volume de captação da instituição no mercado. Segundo sua declaração, um dos pontos centrais é entender como o banco conseguiu colocar CDBs que, de acordo com ele, somaram quase R$ 80 bilhões.

Como Haddad descreveu sua própria atuação no caso?

Para ilustrar o que considera falta de ação do Banco Central, Haddad relatou que, quando estava à frente do Ministério da Fazenda, sua equipe técnica acompanhava o balanço do Banco Master. Ele disse ainda que se recusou diversas vezes a receber Daniel Vorcaro em seu gabinete após ser alertado sobre os riscos envolvidos.

“Eu que sou lá da Fazenda, que não tenho nada a ver com supervisão bancária, tinha uma equipe lá analisando o balanço do Master. E eu me recusei várias vezes a receber essa figura. Porque todo mundo me alertava que aquilo ali era nitroglicerina. E eu não o recebi”

O ex-ministro afirmou também que não acusa Campos Neto diretamente de corrupção, mas declarou que a ausência de resposta institucional diante de uma suposta fraude bancária de grandes proporções exige explicações. No mesmo contexto, mencionou que dois diretores daquela administração do BC respondem a inquérito, segundo o texto original.

O que ele afirmou sobre Polícia Federal e investigação?

Ao ser questionado sobre eventuais efeitos políticos do caso e sobre a possibilidade de colaboração premiada de Daniel Vorcaro, Haddad disse que a investigação deve seguir seu curso. Ele afirmou que a Polícia Federal atua com autonomia e que a apuração não depende necessariamente de delação para avançar.

“A Polícia Federal está fazendo um trabalho exemplar. Com a autonomia que ela sempre teve nos governos do PT, ela está investigando quem quer que seja e eu espero que puna quem quer que seja. Acabou aquela coisa de trocar superintendente da Polícia Federal, como aconteceu no governo Bolsonaro”

Segundo Haddad, a resposta pode surgir tanto por meio de colaboração premiada quanto por investigação tradicional. Ele declarou que, mesmo se Daniel Vorcaro não delatar, a Polícia Federal terá de buscar a verdade por outros caminhos, e afirmou que a documentação do caso seria robusta.

  • Haddad questionou a conduta do Banco Central na gestão de Campos Neto.
  • Ele disse que houve alertas prévios do sistema financeiro, do FGC e de bancos.
  • Relatou que se recusou a receber Daniel Vorcaro quando era ministro da Fazenda.
  • Defendeu a continuidade das investigações pela Polícia Federal.

Qual foi a avaliação final de Haddad sobre o caso?

Na entrevista, Haddad classificou o episódio como “a maior fraude bancária da história do Brasil” e defendeu punições severas. Ele afirmou que não seria aceitável, em sua avaliação, tratar o caso como se nada tivesse ocorrido e disse que a apuração precisa alcançar o núcleo do problema, e não apenas agentes de menor relevância.

As declarações refletem a avaliação política e pública do ex-ministro sobre o caso do Banco Master e sobre a condução do Banco Central no período citado. O texto original não apresenta resposta de Roberto Campos Neto, do Banco Central ou de Daniel Vorcaro às afirmações reproduzidas.

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