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Feminicídio em São Paulo cresce 45% enquanto roubos atingem mínima histórica

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O governador do estado de São Paulo, João Doria junto com o Secretário de Segurança Pública, General Campos, anunciam o atend
O governador do estado de São Paulo, João Doria junto com o Secretário de Segurança Pública, General Campos, anunciam o atendimento 24 horas de duas Delegacias de Defesa da Mulher: a 4ª DDM (Freguesia Foto: Governo do Estado de São Paulo — CC BY 2.0

O estado de São Paulo registrou um salto alarmante nos casos de violência contra a mulher. Como o estado mais populoso do Brasil, os indicadores paulistas exercem forte peso no cenário nacional de segurança pública, refletindo um desafio que se estende por todo o país. Em fevereiro de 2026, o número de vítimas de feminicídio cresceu 45% na comparação com o mesmo mês de 2025. Os registros policiais passaram de 20 para 29 ocorrências fatais em todo o território paulista, acendendo um alerta direto sobre a eficácia das políticas públicas de proteção e enfrentamento à violência de gênero.

De acordo com informações da Agência Brasil, os indicadores estatísticos criminais foram consolidados e divulgados oficialmente pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). O levantamento detalha a mancha criminal do primeiro bimestre do ano de 2026, evidenciando contrastes marcantes entre a escalada de crimes contra a mulher e a queda de crimes patrimoniais no estado.

Qual é o cenário atual da violência contra a mulher no estado de São Paulo?

Além do pico registrado isoladamente no mês de fevereiro, o acumulado do ano também apresenta um quadro de agravamento da letalidade voltada ao gênero feminino. O feminicídio, tipificado como crime hediondo no Código Penal Brasileiro desde 2015, ocorre quando o assassinato envolve menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Durante os meses de janeiro e fevereiro de 2026, 56 mulheres foram assassinadas em decorrência exclusiva deste crime. Esse quantitativo de mortes representa uma elevação de 33% em relação ao ano anterior, período em que o estado contabilizou 42 vítimas fatais no primeiro bimestre.

O crime de estupro também registrou uma leve oscilação positiva na análise mensal isolada. Foram formalizados 1.212 boletins de ocorrência por violência sexual em fevereiro de 2026, ante 1.201 denúncias consolidadas no mesmo mês de 2025, o que configura um acréscimo de 11 casos. Contudo, na avaliação estatística do bimestre completo (janeiro e fevereiro), a secretaria estadual observou uma diminuição no volume total. Os registros criminais desta natureza recuaram de 2.487 denúncias, computadas no ano passado, para 2.397 casos no ano corrente, indicando uma redução de 90 ocorrências no período analisado.

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Como evoluíram os indicadores de letalidade e crimes contra a vida?

Um movimento estatisticamente inverso foi identificado nos dados de letalidade violenta em geral. O índice de homicídios dolosos — nos quais há a intenção clara de matar — apontou retração consistente, tanto no comparativo mensal quanto na soma bimestral. O balanço estatístico oficial revelou os seguintes contornos numéricos documentados pelas delegacias:

  • Foram notificados 179 casos de homicídio doloso no decorrer do mês de fevereiro de 2026.
  • O resultado absoluto equivale a uma queda de 11% frente aos 201 registros do mesmo mês no ciclo de 2025.
  • No acumulado estrutural do primeiro bimestre do ano, as autoridades paulistas lavraram 369 boletins de ocorrência deste crime letal.
  • O panorama reflete um declínio de 11,3% se colocado lado a lado com os 416 episódios documentados no mesmo recorte temporal do ano passado.

O que apontam as estatísticas sobre os casos de roubo seguido de morte?

Os casos de roubo seguido de morte, enquadrados juridicamente como latrocínio, mantiveram a tendência de arrefecimento verificada nas ocorrências de homicídios dolosos. A incidência deste crime de elevada gravidade caiu exatamente pela metade na observação direta das taxas do mês: os registros policiais recuaram de dez ocorrências, em fevereiro do ano passado, para cinco vítimas fatais apuradas em fevereiro do ano vigente.

A constatação objetiva dessa curva de declínio de letalidade no patrimônio se consolida de maneira ainda mais enfática na soma do primeiro bimestre. De acordo com o consolidado final da base de dados estaduais, o volume total de latrocínios despencou de 28 episódios trágicos registrados na fase inicial de 2025 para 12 casos na atualidade, configurando assim uma queda percentual expressiva de 57% nestes crimes específicos.

Houve efetiva redução nos crimes patrimoniais de roubo e furto nas ruas?

Os delitos contra o patrimônio apresentaram quedas sistemáticas em todas as tipificações penais analisadas. Os roubos em geral — indicador amplo que engloba também as subtrações de cargas, as invasões a instituições financeiras e outros assaltos cometidos mediante violência ou grave ameaça à pessoa — sofreram um decréscimo de 18,4%. Em números absolutos no sistema, o volume da criminalidade patrimonial violenta desceu de 14.208 notificações policiais para 11.591 na comparação direta entre os meses de fevereiro de 2025 e de 2026.

No panorama bimestral integral, os índices aglutinados de roubos ostentaram uma retração de 21,4%, com a contagem recuando de 30.180 para 23.719 registros. A pasta governamental paulista encarregada da área de segurança enfatiza que este atual resultado bimestral representa o menor índice documentado para a modalidade de roubo desde que a série histórica criminal começou a ser aferida e sistematizada, ainda no ano de 2001.

Os roubos especificamente voltados a veículos automotores acompanharam esse mesmo ritmo contínuo de diminuição nas vias públicas. Os registros oficiais assinalaram 1.382 queixas no mês de fevereiro deste ano, contra 2.250 assaltos de carros e motos no mesmo recorte mensal anterior. O balanço concentrado dos dois primeiros meses apontou um forte recuo geral, passando de 4.562 para 2.743 veículos subtraídos à força com o uso de violência armada.

Por fim, a incidência criminal de furtos em geral — caracterizada pela subtração de bens móveis sem o emprego de qualquer tipo de violência ou ameaça contra a integridade da vítima — também demonstrou um arrefecimento sensível. No segundo mês do ano, as estatísticas destas ocorrências caíram de 44.982 para 42.341 formalizações.

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