A Fanbase, plataforma voltada à conexão entre clubes esportivos e torcedores, recebeu um novo aporte de R$ 3 milhões da DOMO.VC. Com isso, a startup passou a somar R$ 8 milhões captados na rodada iniciada anteriormente, segundo informações divulgadas pela empresa. De acordo com informações do Startupi, o investimento será usado para acelerar a evolução do ecossistema de produtos da companhia e adaptar sua infraestrutura para a expansão internacional.
O novo cheque é uma extensão da rodada de R$ 5 milhões finalizada em agosto de 2025, liderada pela própria DOMO.VC e pela OutField, com participação da Harvard Angels. De acordo com o texto original, o movimento de expansão internacional começou no ano passado com foco na América do Sul, enquanto a entrada no mercado europeu está prevista para 2027.
Como a Fanbase pretende usar os novos recursos?
Segundo a empresa, os recursos serão direcionados ao avanço tecnológico da plataforma e à adaptação da operação para novos mercados. O fundador e CEO, Rafael Mangabeira, afirmou que, nos últimos nove meses após o primeiro aporte, a empresa ampliou sua oferta de soluções, adicionando módulos transacionais e de serviços à plataforma originalmente voltada à gestão e inteligência de dados de torcedores.
“Consolidamos um ecossistema mais completo de soluções, adicionando novos módulos transacionais e de serviços à nossa plataforma originalmente dedicada à gestão e inteligência de dados de torcedores. Aumentamos a base de clientes e já atendemos 30% dos times das séries A e B do Campeonato Brasileiro, além de equipes da Colômbia e do Peru”
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A Fanbase afirma atender, no Brasil, clubes como Atlético Mineiro, Vasco da Gama, Coritiba, Santos, Bahia e Ceará. Fora do país, o portfólio citado inclui Atlético Nacional de Medellín, Once Caldas e Deportivo Calli, na Colômbia, além de Universitário e Sporting Cristal, no Peru. A plataforma também é usada por entidades como a Federação Paulista de Futebol e a World Surf League.
Por que a DOMO.VC antecipou a nova captação?
Franco Pontillo, general partner da DOMO.VC, disse que a decisão de antecipar a nova captação, inicialmente prevista para 2027, foi motivada pela percepção de uma oportunidade no mercado esportivo e pelo avanço da própria Fanbase. Na avaliação apresentada no texto, o cenário de transformação do setor e a proposta da startup contribuíram para a decisão do investidor.
“Identificamos uma janela de oportunidade no mercado de esporte, que passa por um processo acelerado de transformação. Esse contexto, aliado à evolução tecnológica da Fanbase e ao fato de a empresa solucionar uma dor latente dos clubes de futebol atualmente, que é a verdadeira conexão com os torcedores, a tornaram altamente escalável”
A Fanbase foi fundada em 2021. Segundo a empresa, ela surgiu da percepção de que muitos clubes esportivos não possuem informações estruturadas sobre sua base de torcedores, em razão da fragmentação da jornada de consumo em diferentes sistemas, como ticketeiras, plataformas de sócio-torcedor e e-commerce.
Como funciona a operação da plataforma?
A empresa diz ter desenvolvido um ecossistema integrado para coletar, organizar e transformar dados dos torcedores em um ativo estratégico para clubes e entidades esportivas. A proposta é centralizar a jornada digital em um ambiente próprio, permitindo campanhas segmentadas, ampliação de pontos de contato e criação de novas frentes de monetização.
De acordo com a descrição da operação, a estrutura da Fanbase está organizada em três pilares principais:
- Fan iD, voltado à conta e identidade única do torcedor;
- FanBox, plataforma centralizada de dados, inteligência e CRM;
- FanApp, aplicativo white label com conteúdos, experiências e serviços.
Entre as funcionalidades citadas estão o FanTix, para venda de ingressos e season tickets, o FanMarket, para criação de marketplace dentro do aplicativo oficial do clube, o FanFoods, para pedidos e pagamentos de alimentos e bebidas em dias de jogo, e o FanPay, voltado à integração de pagamentos em uma única jornada de compra.
A startup opera principalmente no modelo SaaS B2B2C, com contratos recorrentes firmados com organizações esportivas em um formato híbrido de licenciamento com participação em receita. Segundo Mangabeira, a empresa vê na nova rodada um sinal de confiança para manter o crescimento no Brasil e avançar em outros mercados.
“Nossa expectativa é seguir crescendo e a confiança da DOMO.VC e demais investidores, mais uma vez, mostra que estamos no caminho certo e nos incentiva a evoluir não só aqui no Brasil, mas ao redor do mundo”