Milhares de pessoas participaram neste sábado, 18 de abril de 2026, de um ato da extrema direita europeia na praça do Duomo, em Milão, na Itália, organizado a convite do vice-primeiro-ministro Matteo Salvini. O evento reuniu lideranças do grupo Patriotas pela Europa, ligado ao Parlamento Europeu, com discursos centrados em imigração, segurança e críticas a regras da União Europeia. De acordo com informações do DCM, o encontro ocorreu sob forte presença policial, enquanto uma manifestação antifascista também mobilizou milhares de pessoas nas proximidades.
O ato adotou o lema “Sem medo: na Europa, donos em nossa casa” e teve participação de líderes de diferentes países do continente. Segundo o relato publicado, participantes repetiram termos como “remigração” e exibiram bandeiras nacionais durante a mobilização. A manifestação contrária, promovida por grupos antifascistas a poucos metros do local, permaneceu separada por um esquema reforçado de segurança.
Quem participou do ato em Milão?
Entre os nomes citados no evento estão Matteo Salvini, o líder holandês Geert Wilders, o francês Jordan Bardella e o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, mencionado por Salvini em seu discurso. O encontro foi promovido pelo grupo Patriotas pela Europa, descrito no texto original como ligado ao Parlamento Europeu.
Durante as falas, os participantes concentraram suas críticas principalmente na imigração e em políticas da União Europeia. Geert Wilders declarou:
“Hoje, a tragédia que prevíamos tornou-se realidade: nosso povo, os habitantes originários da Europa, foi atingido por uma onda de imigração em massa, imigração ilegal, principalmente vinda de países islâmicos”.
Jordan Bardella também falou sobre o cenário político francês e afirmou:
“Estou aqui em Milão para tranquilizá-los: nossa vitória na próxima eleição presidencial está próxima. E estamos nos preparando para dizer adeus a Macron”.
Na sequência, Bardella acrescentou:
“uma ‘vitória do Reunião Nacional na França não será apenas uma vitória francesa’, mas ‘de todas as nações da Europa’”.
Quais foram os principais temas defendidos pelos líderes?
Os discursos giraram em torno de três eixos centrais mencionados no texto:
- imigração e controle de fronteiras;
- segurança;
- críticas a normas e políticas da União Europeia.
Matteo Salvini fez referência direta a Viktor Orbán ao defender políticas de fronteira mais rígidas. Segundo o texto, ele declarou:
“No querido Viktor, você defendeu as fronteiras e combateu os traficantes de seres humanos e de armas. Continuemos juntos essa luta, pela liberdade e pela legalidade”.
Salvini também direcionou críticas ao chamado Green Deal da União Europeia. Em sua fala, disse:
“Em Bruxelas, é hora de parar e suspender esse monstro ideológico chamado ‘Green Deal’, que não tem nada de verde”.
Além disso, defendeu a suspensão das regras fiscais europeias e afirmou:
“É preciso ‘suspender essas regras fora da realidade, que são as do Pacto de Estabilidade, e que estão travando nossa economia’”.
Qual é o contexto político do evento?
O ato ocorre em um momento em que a Liga, partido de Matteo Salvini, aparece com entre 6% e 8% das intenções de voto, conforme o texto original. O patamar está abaixo dos 17,35% obtidos nas eleições legislativas de 2018 e também dos 8,8% registrados em 2022.
O encontro em Milão, portanto, reuniu lideranças alinhadas em torno de pautas nacionalistas e anti-imigração, ao mesmo tempo em que expôs a presença de mobilização contrária nas ruas da cidade. O evento também reforçou críticas já recorrentes de integrantes desse campo político à atuação de Bruxelas e às regras adotadas no âmbito da União Europeia.