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Exército repassou R$ 39 milhões ao Banco Master em consignados, diz Coaf

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O Exército Brasileiro repassou R$ 39 milhões ao Banco Master em operações de empréstimos consignados a militares da ativa e da reserva, segundo um relatório de inteligência financeira do Coaf. Os valores foram transferidos em pouco mais de um ano por meio de descontos feitos diretamente nos contracheques dos militares. De acordo com informações do DCM, o documento foi enviado em março à CPI do Crime Organizado no Senado, encerrada na semana anterior sem aprovação de relatório final.

Segundo a reportagem, o relatório aponta duas possíveis irregularidades relacionadas ao destino dos recursos. Uma delas envolve o recebimento dos repasses com débito imediato dos valores pelo banco, o que, de acordo com o documento, pode indicar movimentações consideradas suspeitas. A outra hipótese mencionada trata da concentração dos recursos em uma mesma titularidade, situação que, conforme o RIF, dificulta a identificação de outros beneficiários das transferências realizadas.

O que diz o relatório do Coaf sobre os repasses?

Os dados citados constam em um relatório de inteligência financeira elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras. O documento menciona que o Exército havia credenciado o Banco Master para operar empréstimos consignados com militares, e que os repasses correspondiam aos descontos realizados para quitar crédito concedido pela instituição financeira.

De acordo com o texto original, as suspeitas descritas no relatório se concentram em dois pontos principais:

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  • recebimento dos repasses com débito imediato dos valores pelo banco;
  • concentração dos recursos em uma mesma titularidade.

Segundo o RIF mencionado pela reportagem, esse tipo de movimentação pode dificultar o rastreamento dos destinatários finais dos valores transferidos. O texto, no entanto, não informa conclusão definitiva sobre eventual irregularidade, apenas registra as hipóteses apontadas no documento financeiro.

Como o Exército se manifestou sobre o caso?

Após a publicação das informações, o Exército afirmou, em nota, que não houve prejuízo aos cofres públicos. A Força sustentou que os recursos envolvidos não pertencem ao orçamento público, mas sim aos rendimentos particulares dos militares usados para pagar dívidas privadas.

“Os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas.”

O Exército também declarou que sua atuação nessas operações ocorre apenas como intermediária, por meio do Centro de Pagamento, responsável por efetuar o desconto autorizado no contracheque e realizar o repasse à instituição consignatária.

“O Comando do Exército, via Centro de Pagamento, atua apenas como interveniente, efetuando o desconto autorizado no contracheque e realizando o repasse mensal à entidade consignatária [Master].”

O que aconteceu com o Banco Master depois disso?

A reportagem informa que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em 18 de novembro do ano passado. Após essa medida, o Exército rescindiu unilateralmente o contrato de credenciamento com a instituição no dia 24 do mesmo mês.

Antes disso, segundo o texto, o banco havia sido credenciado após participar de edital público e apresentar os requisitos legais e financeiros exigidos. A matéria também afirma que a defesa de Daniel Vorcaro não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem na terça-feira, 14.

Com isso, o caso reúne três frentes centrais: o fluxo de recursos provenientes de consignados de militares, as observações feitas pelo Coaf sobre o destino desses valores e o encerramento do vínculo entre o Exército e o Banco Master após a liquidação decretada pelo Banco Central. Como a CPI do Crime Organizado no Senado foi encerrada sem relatório final, o texto original não aponta desdobramentos conclusivos sobre o conteúdo do documento.

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