Ex-secretária do ‘Careca do INSS’ nega pagamentos a Lulinha na CPMI - Brasileira.News

    Ex-secretária do ‘Careca do INSS’ nega pagamentos a Lulinha na CPMI

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    Aline Bárbara Mota, ex-secretária do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, negou, em depoimento nesta segunda-feira (2), ter efetuado a compra de passagens ou repassado dinheiro a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A declaração foi feita durante a oitiva na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, em resposta aos questionamentos do deputado Rogério Correia (PT-MG) sobre supostos pagamentos e entrega de valores.

    De acordo com informações do DCM, Aline Cabral, que foi convocada como testemunha, também afirmou desconhecer irregularidades relacionadas aos recursos que circulavam nas empresas ligadas ao empresário, que é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto. A operação apura supostos descontos associativos indevidos aplicados sobre benefícios previdenciários.

    Questionada se tinha conhecimento de que os valores recebidos poderiam ter origem em desvios de aposentados, a ex-secretária respondeu:

    Não, eu nunca soube, nunca desconfiei. Quando ele me contratou, ele se apresentou como um empresário de sucesso, então não tinha, até então, por que eu questionar de onde vinha o dinheiro. Eu era era uma secretária e não tinha por que eu investigar a vida dele.

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    Aline atuou inicialmente como secretária e, posteriormente, como gerente administrativa em empresas vinculadas ao “Careca do INSS”, que está preso desde setembro de 2025 sob suspeita de envolvimento no esquema investigado. A Polícia Federal (PF) aponta indícios de que o empresário teria realizado pagamentos que totalizam cerca de R$ 300 mil a Lulinha, que nega qualquer irregularidade.

    Por que a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilos de Lulinha?

    Na semana passada, a CPMI aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva. A decisão gerou tumulto na sessão, com parlamentares governistas questionando a contagem e o formato da votação.

    Antes da decisão da comissão, a Polícia Federal já havia solicitado, em janeiro de 2026, a quebra dos sigilos do filho do presidente. O pedido foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes nos descontos ilegais do INSS e do caso relacionado ao Banco Master.

    Qual a suspeita sobre o envolvimento de Lulinha no caso?

    O surgimento de indícios envolvendo Lulinha colocou seu nome no centro das apurações. A PF e a CPMI investigam se ele teria atuado como sócio oculto do “Careca do INSS”, hipótese que a defesa nega.

    O advogado Marco Aurélio de Carvalho classificou as citações ao filho do presidente como “fofocas e vilanias” e afirmou que há uma tentativa de desgastar sua família e o governo. Segundo interlocutores, Lulinha recebeu “com tranquilidade” a notícia da quebra de sigilos aprovada na comissão.

    Qual a reação de Lulinha diante das investigações?

    Por meio de seu advogado, Guilherme Suguimori, Lulinha se colocou à disposição do Supremo Tribunal Federal para prestar esclarecimentos. Em declaração, ele afirmou:

    Não é a primeira vez que envolvem o meu nome com o objetivo de desgastar o meu pai, o governo dele, o PT, a mim mesmo, então isso não é novidade. O que eu quero saber é: cadê a chave da minha Ferrari de ouro, número um? Número dois: cadê a chave da porteira da fazenda onde eu crio milhares de cabeças de gado? E número três: cadê os dividendos da Friboi, porque eu era sócio da Friboi até ontem.

    Um amigo do empresário, em declaração ao DCM, reforçou que ele mantém serenidade diante das investigações. “Ele está tirando com certo humor, o que demonstra serenidade e tranquilidade. Falou que não tem nada a temer e está reafirmando para o pai, para o governo, para parlamentares, para amigos, que não tem relação direta ou indireta com nenhum dos fatos que envolvem o INSS, que estão sendo investigados no bojo da CPMI do INSS”, afirmou.

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