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Ethernet: o que é, como funciona e por que redes cabeadas seguem relevantes

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Ethernet é uma tecnologia de rede cabeada usada para conectar dispositivos à internet e entre si, principalmente em redes locais e corporativas. Criada na década de 1970 e ainda amplamente adotada em 2026, ela segue relevante por oferecer conexões geralmente mais rápidas, estáveis e seguras do que o Wi‑Fi, embora exija cabos e portas físicas compatíveis. De acordo com informações da Wired, a tecnologia continua sendo uma referência para quem busca melhor desempenho em conexões domésticas e profissionais.

Antes da popularização do Wi‑Fi, o Ethernet era o método preferido para colocar dispositivos na internet. Por meio de cabos conectados em redes locais, chamadas de LAN, ou redes mais amplas, conhecidas como WAN, a tecnologia permite a troca de dados entre máquinas com regras padronizadas. Segundo o texto original, esse padrão ainda é amplamente usado porque transmitir dados por cabos costuma ser mais rápido e, de forma consistente, mais confiável e mais seguro do que o envio por ondas de rádio, como ocorre no Wi‑Fi.

Como o Ethernet surgiu e por que se tornou padrão?

O Ethernet foi criado em 1973 por engenheiros do Xerox Palo Alto Research Center, entre eles Robert Metcalfe e David Boggs. A proposta era permitir a conexão de vários computadores em uma mesma rede local. Depois, a IEEE formalizou o padrão 802.3 em 1983, consolidando o Ethernet como especificação técnica aberta.

De acordo com a Wired, a abertura do padrão foi um dos fatores que impulsionaram sua adoção. Isso permitiu a oferta de equipamentos por diferentes fabricantes e facilitou a evolução da tecnologia com compatibilidade retroativa. O texto cita uma trajetória de aumento de velocidade: 10 Mbps na primeira versão oficial, 100 Mbps com o Fast Ethernet em 1995, Gigabit Ethernet em 1999 e 10 Gigabit Ethernet em 2002. Em 2003, surgiu o Power over Ethernet, ou PoE, que passou a permitir alimentação elétrica e dados em um único cabo.

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Quais são as vantagens do Ethernet em relação ao Wi‑Fi?

O artigo aponta três vantagens centrais do Ethernet sobre o Wi‑Fi:

  • maior velocidade, em muitos cenários;
  • mais estabilidade na conexão;
  • mais segurança na transmissão de dados.

A comparação feita pela Wired destaca que, embora o Wi‑Fi 7 possa alcançar velocidades que rivalizam com o Ethernet em termos técnicos, redes sem fio estão mais sujeitas a interferências e oscilações. Já o Ethernet tende a oferecer latência estável e vazão mais consistente. O texto também menciona o problema conhecido como bufferbloat, quando vários dispositivos disputam o mesmo canal sem fio e provocam atrasos.

Em uma rede cabeada, cada dispositivo ligado por cabo tem seu próprio canal dedicado. Na prática, isso reduz a chance de que uma atividade intensa de um aparelho afete de forma perceptível outro equipamento conectado, como pode acontecer em redes Wi‑Fi compartilhadas.

Que tipos de cabos Ethernet existem?

A Wired informa que hoje há sete categorias de cabos Ethernet em uso, com diferentes limites de largura de banda e velocidade. O texto lista as seguintes categorias:

  • Cat 5: até 100 Mbps;
  • Cat 5e: até 1 Gbps;
  • Cat 6: até 1 Gbps;
  • Cat 6a: até 10 Gbps;
  • Cat 7: até 10 Gbps;
  • Cat 7a: até 40 Gbps;
  • Cat 8: 25 ou 40 Gbps.

Para uso doméstico, o artigo afirma que cabos Cat 5e ou Cat 6 podem atender conexões de até 1 Gbps, enquanto o Cat 6a aparece como opção mais preparada para velocidades de até 10 Gbps em trechos principais da rede. A publicação também observa que cabos Cat 7a e Cat 8 tendem a ser excessivos para a maioria das residências e mais caros. Além disso, o texto afirma que não há padrão ou certificação reconhecida para cabos anunciados como Cat 9 ou superiores.

Outro ponto destacado é a construção física dos cabos. Há modelos sem blindagem metálica e outros com blindagem adicional para reduzir interferência eletromagnética. Essa proteção extra, porém, pode tornar o cabo mais espesso e menos flexível. A Wired também relata que cabos danificados podem continuar funcionando, mas serem reconhecidos como categorias inferiores, o que limita a velocidade disponível.

Portas e switches fazem diferença no desempenho?

Sim. O texto ressalta que o desempenho final da rede depende do componente com a menor capacidade, seja o cabo, a porta ou o switch. Hoje, portas Gigabit são comuns em roteadores e sistemas mesh, enquanto alguns equipamentos oferecem portas de 2,5 Gbps e, em menor número, de 10 Gbps.

Os switches Ethernet também são citados como solução para ampliar a quantidade de portas disponíveis na rede. Em ambientes onde há muitos dispositivos cabeados, esse equipamento pode ser necessário para distribuir conexões adicionais sem alterar o princípio básico da rede.

Em resumo, a análise publicada pela Wired mostra que o Ethernet continua atual por combinar estabilidade, segurança e desempenho previsível. Mesmo com os avanços do Wi‑Fi, a rede cabeada segue sendo uma escolha importante para quem prioriza conexão consistente, especialmente em casas com infraestrutura adequada e em organizações que exigem alta confiabilidade.

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