O Conselho Nacional de Política Energética deve analisar no início de maio uma proposta para elevar temporariamente a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 24 de abril de 2026, pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Segundo o ministro, a medida será submetida ao CNPE, terá caráter temporário e pode vigorar por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período, com o objetivo de ampliar a participação do biocombustível na matriz e reduzir a necessidade de importação de gasolina.
De acordo com informações do Petronotícias, Alexandre Silveira afirmou que a proposta do chamado E32 será levada à próxima reunião do conselho. O ministro disse ainda que a iniciativa se apoia em testes já realizados no país durante os estudos para o E30, em 2025, que apontaram viabilidade técnica para a mistura.
O que está em discussão na próxima reunião do CNPE?
A proposta em debate é o aumento do teor de etanol anidro na gasolina para 32%, acima do percentual atual de 30%. Segundo Silveira, a mudança teria caráter temporário, com prazo inicial de 180 dias. O período poderá ser prorrogado por mais 180 dias, a depender de decisão do CNPE.
De acordo com o relato apresentado pelo ministro, a medida busca ampliar o uso de biocombustível no país e diminuir a dependência de gasolina importada. A avaliação será feita no âmbito do conselho, responsável por discutir diretrizes da política energética nacional.
Qual é o impacto esperado sobre a importação de gasolina?
Segundo Alexandre Silveira, o aumento da mistura pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. Ainda de acordo com ele, esse volume teria potencial para eliminar a dependência externa do combustível.
No texto original, o ministro associou a proposta à segurança de suprimento e ao fortalecimento da economia nacional. Ao defender a medida, ele também mencionou o contexto internacional e a importância de reduzir a exposição do país à necessidade de comprar gasolina no exterior.
“Vamos submeter ao CNPE o E32, elevando o teor de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, percentual que já tivemos os testes aprovados quando adotamos o E30. É uma nova economia gerando emprego e renda. É a revolução energética que o presidente Lula se comprometeu a fazer com o Brasil e está entregando com louvor, revigorando a economia nacional. E nós nos tornaremos autossuficientes em gasolina. Absurdamente, o governo anterior vendeu refinarias. No momento de guerra como esse a gente vê a importância da segurança do suprimento”, afirmou o ministro.
Em que estudos a proposta do E32 se baseia?
Segundo a publicação, a proposta tem como base testes realizados no Brasil durante os estudos para adoção do E30, em 2025. De acordo com Alexandre Silveira, esses testes já haviam indicado a viabilidade técnica da mistura em percentual superior ao atual.
Com isso, o governo pretende levar ao CNPE uma alternativa que, segundo o ministro, já conta com respaldo técnico obtido em avaliações anteriores. A decisão final, porém, dependerá da deliberação do conselho na reunião prevista para o começo de maio.
Quais são os pontos centrais da proposta?
- Elevação temporária da mistura de etanol anidro na gasolina para 32%
- Análise da medida na próxima reunião do CNPE, prevista para o início de maio
- Vigência inicial de 180 dias
- Possibilidade de prorrogação por mais 180 dias
- Objetivo de reduzir a importação de gasolina
- Base técnica em testes realizados durante os estudos do E30 em 2025
Até o momento, o que há é a sinalização do Ministério de Minas e Energia de que o tema será levado ao conselho. O avanço da proposta, sua eventual aprovação e as condições de implementação dependerão da decisão formal do CNPE.