Um estudo internacional publicado na revista The Lancet e divulgado em 21 de fevereiro de 2026 revela que 43,2% das mortes por câncer no Brasil poderiam ser evitadas com medidas de prevenção, diagnóstico precoce e melhor acesso ao tratamento. De acordo com informações da Agência Brasil, dos casos diagnosticados em 2022, cerca de 253,2 mil devem resultar em morte até cinco anos após a detecção, sendo que 109,4 mil poderiam ser evitadas.
Quais são os principais fatores de risco?
O estudo, assinado por 12 autores, incluindo oito da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca cinco fatores de risco principais para o câncer: tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, infecções associadas ao câncer e falta de acesso a diagnóstico e tratamento adequados. No Brasil, 65,2 mil mortes são preveníveis, enquanto 44,2 mil poderiam ser evitadas com diagnóstico precoce e tratamento.
- Tabagismo
- Consumo de álcool
- Excesso de peso
- Infecções associadas ao câncer
- Falta de acesso a diagnóstico e tratamento
Como o Brasil se compara a outros países?
Em comparação global, o percentual de óbitos evitáveis no Brasil é semelhante ao da América do Sul, que é de 43,8%. No entanto, países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo apresentam taxas mais altas de mortes evitáveis. Nos países de baixo IDH, 60,8% das mortes por câncer poderiam ser evitadas, enquanto no Brasil, classificado no estudo entre os países de IDH alto, o índice é menor.
Quais são as recomendações dos pesquisadores?
Os pesquisadores sugerem campanhas para reduzir o tabagismo e o consumo de álcool, além de intervenções para controlar o excesso de peso. Eles também enfatizam a importância da vacinação contra infecções como o HPV e a necessidade de melhorar a detecção precoce do câncer de mama. O estudo conclui que esforços globais são necessários para adaptar a prevenção e o tratamento do câncer, especialmente em países com baixo e médio IDH.



