A febre maculosa brasileira (FMB) é uma doença grave, com desafios significativos no diagnóstico e tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, presente em carrapatos, a doença é endêmica na região Sudeste do Brasil, onde as taxas de letalidade ultrapassam 50%. O Amblyomma sculptum, conhecido como carrapato-estrela, é o principal vetor da bactéria no país. De acordo com informações da Agência Minas, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) está coordenando um estudo para enfrentar esses desafios.
Qual é o objetivo do novo estudo?
Em busca de melhorar o cenário atual, a pesquisadora da Funed, Sílvia Oloris, lidera a pesquisa intitulada “Febre maculosa brasileira: caracterização da resposta inflamatória de pacientes e análise morfológica e proteômica da infecção experimental por Rickettsia rickettsii”. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) através do Edital 006/2025 do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS) – 8ª edição. O estudo visa analisar aspectos da fisiopatologia da doença, incluindo a quantificação de citocinas inflamatórias e análise proteômica.
“A aprovação é de extrema relevância para a saúde pública, pela possibilidade de caracterizar os perfis epidemiológicos, clínicos e imunológicos de pacientes com febre maculosa, doença com sintomas iniciais inespecíficos, de rápida progressão e alta letalidade”,
explica Sílvia.
Quem está envolvido na pesquisa?
A pesquisa conta com a colaboração de pesquisadores das Diretorias de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD) e do Instituto Octávio Magalhães (Diom) da Funed, além da Universidade de São Paulo (USP). O estudo será conduzido no parque tecnológico da DPD/Funed, que possui equipamentos de ponta, como o microscópio confocal Zeiss LS900, o citômetro de fluxo FACS Canto e o espectrômetro de massa de alta resolução timsTOF Pro, recentemente adquirido pela fundação.
Fonte original: Agência Minas



