Centrais sindicais realizaram nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, a Marcha da Classe Trabalhadora na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com reivindicações como o fim da escala 6 x 1, a regulamentação do trabalho por aplicativo e a garantia do direito de negociação para funcionários públicos. O ato ocorreu na capital federal como forma de pressionar por avanços em direitos trabalhistas, valorização profissional e melhores condições de vida. De acordo com informações do Poder360, líderes sindicais também se reuniriam com autoridades para entregar a pauta prioritária da classe trabalhadora para o período de 2026 a 2030.
Entre os organizadores do ato está a CUT. Durante a marcha, o presidente da entidade, Sérgio Nobre, afirmou ao Poder360 que havia satisfação entre representantes dos trabalhadores com o envio ao Congresso da proposta do governo federal sobre a redução da jornada ligada à escala 6 x 1. A mobilização foi iniciada no fim da manhã e concentrou manifestantes ao longo da Esplanada.
Quais foram as principais pautas apresentadas pelas centrais sindicais?
Segundo a reportagem, as centrais sindicais levaram ao ato uma agenda de reivindicações trabalhistas. Entre os pontos centrais estavam mudanças na jornada de trabalho e medidas voltadas a categorias específicas.
- fim da escala 6 x 1;
- regulamentação do trabalho por aplicativo;
- garantia do direito de negociação para funcionários públicos;
- avanços em direitos trabalhistas;
- valorização profissional e melhores condições de vida.
A marcha também teve caráter político-institucional. Lideranças sindicais participaram de reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para entregar a pauta considerada prioritária para os anos de 2026 a 2030. Mais tarde, às 16h, o grupo deveria se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar o documento.
O que disse Sérgio Nobre durante a manifestação?
O presidente da CUT comentou ao Poder360 a avaliação das centrais sobre o envio da proposta do governo ao Congresso. A declaração foi feita durante o ato em Brasília.
“classe trabalhadora está feliz”
De acordo com a publicação, Sérgio Nobre disse ainda que os líderes sindicais também pretendiam agradecer ao presidente Lula pelo envio da proposta sobre a escala 6 x 1 e declarar apoio à campanha de reeleição ao Planalto. A reportagem, porém, não detalha o conteúdo completo do documento a ser entregue nem informa quais centrais, além da CUT, participaram das reuniões.
Qual é a proposta enviada pelo governo sobre a escala 6 x 1?
Na noite de terça-feira, 14 de abril de 2026, o presidente Lula enviou ao Congresso Nacional, em regime de urgência, um projeto de lei sobre a redução da jornada de trabalho. Conforme o Poder360, a proposta altera dispositivos da CLT e de legislações correlatas, incluindo normas sobre descanso semanal remunerado e regras aplicáveis a categorias específicas de trabalhadores.
O texto relaciona a marcha à tramitação dessa proposta no Legislativo. A mobilização das centrais ocorre, portanto, em meio ao debate sobre mudanças nas regras de jornada e descanso dos trabalhadores. O ato em Brasília reuniu manifestantes na Esplanada dos Ministérios e foi apresentado pelas entidades como parte da pressão por mudanças trabalhistas e reconhecimento de demandas históricas da classe trabalhadora.
As imagens publicadas pela reportagem mostram faixas e concentração de participantes na área central da capital federal. Entre as reivindicações visíveis no ato estava o fim da escala 6 x 1, pauta que ganhou destaque tanto na mobilização das centrais quanto na agenda política em discussão no Congresso.