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Escala 6 x 1: Lula defende fim da jornada e faz aceno às mulheres

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim da escala 6 x 1 em vídeo publicado pelo Partido dos Trabalhadores na terça-feira, 14 de abril de 2026, ao argumentar que muitas mães têm apenas um dia para descansar e cuidar da família. A manifestação ocorreu no contexto do envio de uma proposta sobre a redução da jornada de trabalho e da discussão paralela de uma PEC na Câmara dos Deputados. De acordo com informações do Poder360, o presidente associou a medida à defesa da convivência familiar e afirmou que a mudança seria sem corte de salário.

No vídeo, Lula direciona a fala às mulheres, especialmente às mães que saem para trabalhar cedo e retornam para casa quando os filhos já dormem. A declaração reforça uma bandeira que o petista tem defendido sobre a revisão da jornada de trabalho, agora apresentada com ênfase no impacto sobre a rotina familiar.

O que Lula disse sobre a escala 6 x 1?

Na gravação divulgada pelo PT, o presidente relacionou a proposta ao tempo disponível para descanso e cuidados com a família. Ele afirmou que o trabalho é importante, mas disse que a rotina não pode separar mães e filhos.

“No Brasil, muitas mães saem de casa para trabalhar cedo, com os filhos ainda dormindo. E voltam tarde com os filhos já na cama. Elas só têm 1 dia para descansar e cuidar da família. Isso não é justo. O trabalho dignifica, constrói o país, mas não se pode separar mães e filhos. Por isso, estamos propondo um fim da escala 6 X 1, sem corte de salário. Vamos juntos. O Brasil é mais forte com as famílias unidas”.

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A fala foi divulgada um dia antes de a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara incluir na pauta desta quarta-feira, 15 de abril de 2026, a PEC 221 de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho.

Como a proposta está sendo discutida no Congresso?

Além da PEC em análise na Câmara, Lula enviou na noite de terça-feira, 14 de abril de 2026, um projeto de lei sobre o mesmo tema. Com isso, o debate sobre a redução da jornada passou a tramitar em duas frentes no Congresso Nacional.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que deve se reunir com líderes partidários para iniciar negociações sobre a tramitação conjunta das duas propostas. Segundo o relato, uma delas terá de ser priorizada.

  • A CCJ da Câmara incluiu na pauta a PEC 221 de 2019;
  • O governo enviou um projeto de lei sobre o mesmo tema;
  • Hugo Motta pretende discutir com líderes qual proposta terá prioridade.

Por que o governo enviou um projeto de lei?

Segundo o texto original, um dos motivos para o envio do projeto em regime de urgência foi o entendimento do Planalto de que a tramitação de uma PEC tende a ser mais lenta. Haveria, nesse cenário, o risco de a proposta não ser aprovada ainda neste ano no Congresso.

No regime de urgência, o Congresso tem 45 dias após o recebimento do texto para votar a proposta. Se isso não acontecer, o projeto passa a trancar a pauta de votações da Câmara, impedindo a análise de outras matérias até que haja deliberação.

Esse instrumento, de acordo com a publicação, foi considerado pelo governo como uma forma de acelerar a discussão sobre o fim da escala 6 x 1. Ao mesmo tempo, o debate político deve depender da articulação entre o Palácio do Planalto, a Câmara e os líderes partidários sobre qual caminho legislativo será adotado.

Qual é o foco político da fala de Lula?

A declaração do presidente foi apresentada como um aceno às mulheres ao destacar o efeito da jornada de trabalho sobre as mães e a vida familiar. A argumentação usada por Lula associa a proposta à redução do impacto da rotina de trabalho sobre o convívio entre mães e filhos.

Com a inclusão da PEC na pauta da CCJ e o envio de um projeto de lei pelo Executivo, o tema passa a depender da negociação política no Congresso para definir o formato e o ritmo da tramitação. Até o momento, o texto informa que as duas iniciativas tratam da redução da jornada de trabalho, mas uma delas deverá ser escolhida como prioridade pelos parlamentares.

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