A Equinor decidiu interromper seu projeto de hidrogênio azul em Groningen, na Holanda, não devido a falhas de engenharia ou falta de apoio público, mas pela ausência de compradores. De acordo com informações do CleanTechnica, o projeto H2M, que contava com apoio do Fundo de Inovação da UE, não conseguiu avançar para a decisão final de investimento por falta de contratos de longo prazo para o hidrogênio azul.
Por que o projeto de Groningen foi cancelado?
O projeto de Groningen tinha como objetivo produzir cerca de 210 a 220 mil toneladas de hidrogênio por ano a partir do início da década de 2030. Isso representaria aproximadamente 18% a 27% da demanda atual de hidrogênio na Holanda. No entanto, sem compradores dispostos a assinar contratos de longo prazo, o projeto não pôde ser concluído.
“Mercados, não retórica, decidiram o resultado”, destacou o artigo.
Qual era a estrutura do projeto?
A arquitetura física do projeto envolvia a produção de gás natural offshore na Noruega, que seria transportado para a Holanda e reformado em hidrogênio. O CO2 gerado seria capturado e armazenado em formações geológicas offshore na Noruega. O projeto dependia de uma cadeia de suprimentos complexa, com múltiplas etapas de transporte e compressão.
Quais são as alternativas ao hidrogênio azul?
O artigo sugere que alternativas como o hidrogênio verde, produzido em locais com alta disponibilidade de energia solar e eólica, como Marrocos, poderiam ser mais viáveis. O hidrogênio verde não utiliza metano como matéria-prima e tem emissões operacionais muito baixas, tornando-se uma opção mais sustentável a longo prazo.
O que o futuro reserva para a descarbonização industrial?
O cancelamento do projeto de Groningen pode indicar que reduções incrementais de carbono não são mais suficientes em um mundo com orçamentos de carbono cada vez mais restritos. A importação de intermediários industriais verdes, como amônia de baixo carbono, pode preservar a competitividade industrial europeia sem a necessidade de reformular todo o sistema energético em torno do hidrogênio.
Fonte original: CleanTechnica