
O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, declarou em coletiva de imprensa na terça-feira, 31 de março de 2026, que os Estados Unidos utilizam o diálogo político como ferramenta de enganação. Na mesma ocasião, ele negou que existam negociações entre os dois países. De acordo com informações da Radioagência Nacional, a declaração foi feita em meio à discussão sobre a guerra envolvendo o Irã, marcada por bombardeios no fim de fevereiro.
Como a fala foi feita no Brasil, as declarações também têm peso diplomático para o país, que mantém relações com Irã e Estados Unidos e acompanha os desdobramentos do conflito no cenário internacional.
O embaixador enfatizou que o Irã não vai mais tolerar o ciclo de guerra, cessar-fogo e negociações. Ele observou ainda que qualquer tentativa de invasão ao Irã será respondida, defendendo o direito legítimo do país de se proteger.
O que o embaixador do Irã pretende com as declarações?
Abdollah Nekounam afirmou que o Irã estava preparado para o conflito e que, após a morte do líder supremo e de autoridades, o país conseguiu retaliar os ataques rapidamente, colocando os Estados Unidos e Israel em uma posição delicada. A estratégia do Irã, de acordo com ele, foi planejada antes mesmo do início dos conflitos.
Sobre o Estreito de Ormuz, o embaixador esclareceu que, apesar das tensões, o local não está fechado, mas sua administração passou por mudanças. Ele destacou que as nações amigas continuam a transitar livremente, mas que não permitirá o tráfego de embarcações ligadas aos EUA ou ao regime sionista. O estreito é uma rota marítima estratégica para o comércio global de petróleo, e eventuais restrições na região costumam repercutir nos mercados internacionais.
Como a população dos EUA vê uma possível invasão ao Irã?
Segundo Nekounam, uma pesquisa indicou que 62% da população dos Estados Unidos é contra uma invasão terrestre ao Irã. Ele ressaltou que, caso ocorra uma incursão, o Irã está preparado para defender seu território.
O embaixador reiterou que a situação atual é fruto de decisões estratégicas que o Irã tomou antes mesmo do agravamento dos conflitos, destacando a importância do planejamento diante de adversidades internacionais.


