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Eleições no Peru podem definir o 9º presidente do país em dez anos

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O Peru realiza neste domingo, 12 de abril de 2026, eleições gerais para escolher o novo presidente do país, além de renovar parte da representação política nacional. O pleito ocorre em meio a uma prolongada instabilidade institucional e pode levar à escolha da nona pessoa a ocupar a Presidência em dez anos. De acordo com informações do Poder360, cerca de 27 milhões de cidadãos estão aptos a votar, com abertura das seções às 7h no horário local, 9h em Brasília.

A disputa presidencial reúne um recorde de 35 candidatos e 70 candidatos a vice-presidente, já que cada chapa tem dois vices. Se nenhum concorrente superar 50% dos votos, a definição será levada para um segundo turno marcado para 7 de junho. Além da Presidência, os eleitores também escolherão senadores, deputados e representantes do Parlamento Andino.

O que está em jogo na votação deste domingo?

Segundo o texto original, os peruanos irão às urnas para eleger representantes para diferentes cargos legislativos e regionais, além do chefe do Executivo. Estão em disputa:

  • 60 senadores;
  • 130 deputados;
  • 5 representantes do Parlamento Andino.

O processo eleitoral é acompanhado com atenção porque o país atravessa uma sequência de trocas no comando do Executivo. Desde 2016, nenhum presidente peruano concluiu regularmente um mandato de cinco anos, em um contexto marcado principalmente por escândalos de corrupção e crises políticas sucessivas.

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Quem lidera as pesquisas de intenção de voto?

Uma pesquisa da Ipsos, encomendada pelo jornal Peru 21 e publicada na segunda-feira, 6 de abril, indica Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, na liderança da disputa com 15% das intenções de voto. Ela é a única candidata citada no levantamento com desempenho acima de 10%.

Em segundo lugar aparece o comediante Carlos Álvarez, do País Para Todos, com 8%. O texto também informa que os quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas estão em partidos de direita ou de centro. Entre os nomes ligados à esquerda, o mais bem colocado é o deputado Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, que aparece em quinto lugar no levantamento mencionado.

Por que o Peru vive tanta troca de presidentes?

O país é atualmente governado pelo presidente interino José María Balcázar, do Perú Libre, que deve permanecer no cargo até 28 de julho, data prevista para a posse do eleito. Ele assumiu a chefia do Executivo após a destituição de José Jerí, do Somos Peru, por meio de uma moção de censura aprovada em 17 de fevereiro.

De acordo com o artigo, o processo contra Jerí foi motivado por encontros não divulgados com empresários chineses, o que levantou suspeitas de tráfico de influência. A oposição argumentou que houve falta de transparência nas reuniões, realizadas fora da agenda oficial, em restaurantes ou lojas de Lima, muitas vezes durante a madrugada. O episódio ficou conhecido como “Chifagate”, e o então mandatário permaneceu apenas 130 dias no cargo.

Como a crise política se consolidou ao longo dos anos?

O texto relembra que, após o fim do governo de Alberto Fujimori em 2000, o Peru passou por uma transição com Valentín Paniagua. Desde então, apenas Alejandro Toledo, Alan García e Ollanta Humala conseguiram completar seus mandatos presidenciais.

A situação se agravou a partir de 2016, com uma sucessão de quedas e renúncias em curto intervalo. Um dos casos citados é o de Manuel Merino, que deixou o cargo em 2020 depois de apenas cinco dias. Entre 2016 e 2026, o país teve seis presidentes destituídos, quadro que, segundo a publicação, reforça a instabilidade crônica do sistema político peruano.

Com esse histórico, a eleição deste domingo é tratada como mais um teste para a capacidade do país de reconstruir previsibilidade institucional. O resultado poderá indicar não apenas o próximo ocupante da Presidência, mas também o tamanho do desafio político para garantir governabilidade em um cenário de fragmentação partidária e frequentes crises entre Executivo e Congresso.

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