O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), lidera a disputa pelo governo fluminense em todos os cenários testados pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27). De acordo com as informações levantadas no atual estágio da corrida eleitoral de 2026, Paes apresenta uma vantagem substancial sobre os demais concorrentes no estado. Segundo os dados apurados estatisticamente, o pré-candidato atinge até 40% das intenções de voto no primeiro turno, consolidando-se à frente de Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
As informações consolidadas sobre as intenções de voto dos fluminenses foram extraídas a partir da análise de publicações de diferentes veículos de imprensa. De acordo com informações do Poder360, a sondagem atesta o distanciamento de Paes em relação aos seus opositores no estado. O levantamento também foi repercutido de forma ampla e detalhada por outras plataformas jornalísticas brasileiras que monitoram o panorama político da região Sudeste.
Quais são os números do primeiro cenário testado?
O instituto de pesquisa simulou diferentes quadros eleitorais para compreender a preferência da população. No primeiro cenário estimulado, que conta com o maior número de adversários políticos, Eduardo Paes figura na liderança de forma isolada com 34% das intenções de voto. O seu adversário mais próximo é Douglas Ruas, que marca nove por cento. Logo na sequência da corrida eleitoral, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) aparece na terceira posição geral, contabilizando oito por cento da preferência do eleitorado no Rio de Janeiro.
De acordo com informações do Brasil 247, a lista completa do primeiro cenário inclui uma série de outros nomes testados junto aos eleitores. O quadro exato deste primeiro teste para o governo estadual ficou desenhado com as seguintes porcentagens:
- Eduardo Paes (PSD): 34%
- Douglas Ruas (PL): nove por cento
- Anthony Garotinho (Republicanos): oito por cento
- Wilson Witzel (DC): três por cento
- William Siri (PSol): dois por cento
- André Marinho (Novo): um por cento
- Cyro Garcia (PSTU): um por cento
- Juliete Pantoja (UP): um por cento
- Rafael Luiz (Missão): um por cento
- Luiz Monteiro (PCO): zero por cento
Neste mesmo cenário de primeiro turno, os pesquisadores constataram que uma parcela grande da população ainda não decidiu seu candidato. O levantamento aponta que 29% dos eleitores entrevistados se declaram indecisos, enquanto outros 20% manifestaram explicitamente a intenção de votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas no dia do pleito.
O que muda no cenário sem Anthony Garotinho?
A Genial/Quaest também projetou como o eleitorado se comportaria diante da ausência de certos nomes tradicionais na política do estado. De acordo com informações do Jovem Pan, no segundo cenário testado — que exclui o nome do ex-governador Anthony Garotinho da disputa estadual —, o índice de apoio a Eduardo Paes sofre uma ampliação. Nesta formatação da disputa, o ex-prefeito do Rio de Janeiro salta para 40% das intenções de voto.
Com a redução das opções na cédula de votação, o pré-candidato Douglas Ruas também apresenta uma leve oscilação positiva, passando a marcar 10% da preferência. O ex-governador Wilson Witzel mantém a sua posição sem alterações, registrando os mesmos três por cento do primeiro cenário. Isso indica que a migração de votos oriunda da ausência de Garotinho tende a favorecer majoritariamente o atual líder das pesquisas eleitorais.
Como se desenha a projeção para um segundo turno?
Além dos cenários de primeira etapa, a sondagem do instituto avaliou detalhadamente o comportamento do eleitor fluminense em um eventual confronto direto entre os dois pré-candidatos mais bem posicionados. Se o segundo turno fosse realizado hoje entre Eduardo Paes e Douglas Ruas, a vantagem do político filiado ao PSD se confirmaria de forma expressiva nas urnas.
Nesse embate diretamente polarizado, Eduardo Paes alcançaria a marca de 49% dos votos totais. Por outro lado, Douglas Ruas ficaria com 16% da preferência do eleitorado fluminense. Mesmo em uma rodada decisiva entre apenas dois nomes, o número de eleitores que ainda não definiram o seu voto permanece em patamares elevados. A pesquisa revela que 16% se declaram totalmente indecisos para este cenário de segundo turno, ao passo que 19% afirmam que optariam pelo voto em branco, nulo ou se absteriam do comparecimento eleitoral.
Qual é a taxa de rejeição dos pré-candidatos testados?
Um dos fatores mais cruciais para a análise da viabilidade de uma candidatura majoritária é o índice de rejeição perante a população em geral. O instituto Quaest também dedicou uma etapa da pesquisa para medir esse indicador essencial entre os nomes postos na disputa pelo Palácio Guanabara. Segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira, o ex-governador Anthony Garotinho lidera neste quesito negativo de forma bastante expressiva.
Os dados técnicos revelam que 65% dos cidadãos entrevistados afirmaram conhecer Garotinho e garantiram aos pesquisadores que não votariam nele de forma alguma para o cargo de governador. Esse índice elevado de resistência popular pode representar um obstáculo estatístico significativo caso o partido decida levar a sua pré-candidatura oficial até a reta final do período eleitoral.
Qual a metodologia aplicada no levantamento?
A precisão e a confiabilidade de uma pesquisa eleitoral dependem diretamente de sua abordagem metodológica e técnica. Neste caso específico, a equipe do instituto Quaest realizou entrevistas de forma presencial com um total de 1.200 eleitores espalhados pelo estado do Rio de Janeiro. O período de coleta e tabulação de dados ocorreu de forma intensiva entre os dias 21 e 25 de abril de 2026.
Do ponto de vista puramente estatístico, o levantamento possui uma margem de erro estimada em três pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando todos os cenários projetados. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso significa que, na probabilidade de o estudo ser repetido 100 vezes sob a mesma metodologia adotada, em 95 delas os resultados apurados estariam dentro da margem de erro estipulada pelos pesquisadores responsáveis.
Cumprindo rigorosamente a legislação eleitoral vigente no país, a pesquisa encontra-se devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo oficial RJ-00613/2026. A sondagem em questão teve um custo financeiro total de R$ 205.008,84 e foi formalmente encomendada e paga pelo Banco Genial, parceiro constante do instituto Quaest nestes grandes levantamentos de opinião pública nacional.