Donald Trump enfrenta seu pior momento de aprovação desde o início do atual mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 20 de abril. O levantamento mostra que o presidente dos Estados Unidos tem 36% de aprovação, menor índice desde a posse em 2025, em meio ao desgaste provocado pela guerra iniciada em fevereiro contra Irã e Israel, pela alta no preço da gasolina e por críticas à sua condução política e diplomática. De acordo com informações da Revista Fórum, os dados se baseiam em pesquisa concluída nesta segunda-feira com 4.557 adultos.
O recuo é significativo em relação ao início do governo. Segundo o texto original, Trump tinha 47% de apoio logo após assumir o cargo, em janeiro do ano passado. Agora, a queda na aprovação se soma a uma percepção negativa sobre seu temperamento e sua capacidade de liderança, inclusive entre eleitores republicanos e independentes.
O que mostra a pesquisa sobre a aprovação de Donald Trump?
O principal dado do levantamento é a aprovação de 36%, descrita como a mais baixa do mandato. A pesquisa também aponta aumento da desconfiança pública em relação ao comportamento do presidente. Ainda de acordo com o texto, 51% dos americanos acreditam que a lucidez mental de Trump piorou no último ano.
Essa percepção atravessa diferentes grupos políticos. O material informa que 14% dos republicanos e 54% dos independentes compartilham dessa avaliação. Já a imagem de um presidente “equilibrado” é atribuída a apenas 26% da população, enquanto 46% da base republicana admitem que ele não teria o equilíbrio necessário para o cargo.
Como a guerra e o custo de vida influenciaram a queda?
Segundo a reportagem, a ofensiva militar iniciada em fevereiro contra Irã e Israel agravou o desgaste do governo. O impacto econômico aparece no preço da gasolina, citado como fator de pressão sobre o orçamento das famílias americanas. Nesse cenário, a aprovação de Trump na gestão do custo de vida caiu para 26%.
O texto afirma ainda que apenas um quarto dos americanos considera que a ação no Oriente Médio compensou o custo financeiro ou tornou o país mais seguro. A combinação entre conflito externo e piora na percepção econômica ajudou a ampliar o isolamento do governo diante da opinião pública.
- Aprovação geral de Trump: 36%
- Percepção de piora da lucidez mental: 51%
- Aprovação na gestão do custo de vida: 26%
- Apoio à saída da OTAN, segundo o texto: 16%
Quais outros episódios ampliaram o isolamento do governo?
A reportagem menciona também declarações de Trump sobre política externa e ataques dirigidos ao Papa Leão. Segundo o texto, o presidente chamou o pontífice de “fraco contra o crime” após críticas do líder religioso à guerra. O artigo informa que 60% dos americanos têm visão favorável do Papa, percentual superior ao índice de aprovação atribuído a Trump.
No campo internacional, o material cita ameaças contra estruturas iranianas e a sinalização de uso de força militar contra a Dinamarca em caso de resistência à anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos. Também é mencionada a possibilidade de saída da OTAN, ideia que, segundo o texto original, teria apoio de apenas 16% da população.
O que esse cenário indica para o governo Trump?
Com queda de apoio popular, piora na avaliação sobre sua estabilidade e críticas à condução de temas externos e econômicos, o governo entra em uma fase de maior pressão política. Os números citados no texto indicam um presidente mais isolado da opinião pública do que no início do mandato.
O quadro descrito pela reportagem aponta que o desgaste não se concentra em um único tema, mas na soma entre guerra, custo de vida, diplomacia agressiva e dúvidas sobre a capacidade de liderança. Assim, a menor aprovação registrada até agora passa a sintetizar uma crise mais ampla de confiança pública.