O dólar comercial fechou em alta nesta segunda-feira (2), cotado a R$ 5,166, após a escalada das tensões no Oriente Médio, impulsionada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã. A moeda americana chegou a superar os R$ 5,20 durante a manhã, mas desacelerou o ritmo de alta durante a tarde. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira, B3, registrou leve alta, sustentada principalmente pelo desempenho das ações da Petrobras, que se beneficiaram da valorização do petróleo no mercado internacional.
De acordo com informações da Agência Brasil, a cotação do dólar disparou durante a manhã, atingindo R$ 5,21 por volta das 11h, antes de diminuir o ritmo com a leve recuperação das bolsas estadunidenses. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 189.307 pontos, com alta de 0,28%.
A valorização das ações da Petrobras foi um fator determinante para o desempenho positivo da bolsa brasileira. As ações ordinárias da empresa subiram 4,63%, atingindo R$ 44,71, enquanto os papéis preferenciais valorizaram-se 4,58%, fechando a R$ 41,13. As ações preferenciais, as mais negociadas, alcançaram o maior nível desde maio de 2024.
Os preços internacionais do petróleo também apresentaram forte alta nesta segunda-feira, chegando a subir quase 10% no início da sessão. A cotação do barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, subiu 6,68%, fechando a US$ 77,74, o maior nível desde janeiro de 2025.
## Quais fatores contribuíram para a alta do dólar e do petróleo?
A escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, gerou incertezas e instabilidade nos mercados financeiros globais. A aversão ao risco dos investidores impulsionou a demanda por ativos considerados mais seguros, como o dólar americano, o que contribuiu para a sua valorização. Da mesma forma, as tensões geopolíticas no Oriente Médio, uma região estratégica para a produção e distribuição de petróleo, elevaram os preços da commodity.
## Qual o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz?
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais passagens de navios petroleiros do mundo, após o fechamento das negociações. O país ameaçou atirar em qualquer navio que cruze o estreito. Essa medida elevou ainda mais as tensões no mercado financeiro, com potencial para impactar o fornecimento global de petróleo e gerar novas pressões inflacionárias.
## Quais as perspectivas para o mercado financeiro?
As tensões no Oriente Médio devem continuar a influenciar o mercado financeiro nos próximos dias. A reação dos mercados ao fechamento do Estreito de Ormuz e a evolução do conflito no Irã serão determinantes para o comportamento do dólar, do petróleo e das bolsas de valores. A volatilidade deve permanecer elevada, e os investidores devem acompanhar de perto os desdobramentos da crise.
