As distribuidoras de combustíveis expressaram preocupações em relação ao possível desabastecimento após a Petrobras ter suspendido os leilões de diesel e gasolina. A decisão foi confirmada nesta terça-feira, dia 17, conforme relatado pelo Valor Empresas. As suspensões ocorreram para os leilões programados para os dias 16 e 17 de março, enquanto a Petrobras reavalia os cenários no contexto dos preços internacionais.
Quais são as implicações da suspensão dos leilões?
Os leilões, nos quais a Petrobras tradicionalmente vende combustíveis a preços internacionais, mais elevados que os praticados nas refinarias nacionais, são uma parte crítica da cadeia de abastecimento de combustível. Sem esses leilões, as distribuidoras enfrentam desafios na obtenção rápida de diesel. Isso é agravado pelo fato de que navios com diesel importado optam por mercados estrangeiros que pagam preços mais altos, tornando a importação uma opção demorada de até 45 dias. Esta questão foi destacada por um representante do setor.
Como as distribuidoras estão respondendo à situação?
O Sindicom, sindicato que representa grandes distribuidoras, planeja enviar um ofício ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) alertando sobre o risco de desabastecimento. Embora entidades como Sindicom, Brasilcom e Fecombustíveis tenham discutido a questão, ainda não receberam notificações oficiais de problemas de abastecimento.
Quais são os impactos econômicos e logísticos?
Além da suspensão dos leilões, a Petrobras reduziu as cotas de gasolina A e diesel A, que são os combustíveis comercializados sem misturas de etanol e biodiesel, em até 30%. Isso ocorre em meio às tensões no Oriente Médio, o que tem pressionado os volumes disponíveis para leilões. Nos preços mencionados por fontes do setor, o diesel S-10 para São Paulo teria um ágio de R$ 1,85 por litro e para o Nordeste, R$ 2,05 por litro. A situação financeira das distribuidoras é complicada, dado o repasse de preços.



