O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, renunciou ao cargo nesta terça-feira (17 de março de 2026), em discordância com a guerra no Oriente Médio, envolvendo os EUA, Israel e o Irã. A demissão, a primeira de alto escalão ligada ao conflito iniciado no final de fevereiro, revela divergências internas sobre a justificativa da ofensiva militar. De acordo com informações do IG, a carta de Kent ao presidente estadunidense Donald Trump expressa a visão de que não havia ameaça iminente que justificasse a guerra, condição apontada por especialistas como necessária para autorizar ações militares.
A saída de Kent, após três semanas de conflito, aumenta a pressão política sobre a Casa Branca. Em sua declaração na rede social X, Kent afirmou:
Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã. O Irã não representava nenhuma ameaça iminente à nossa nação.
A renúncia surpreendeu a comunidade de inteligência, segundo a agência Reuters. A Casa Branca e o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional não se manifestaram até o momento. Kent é considerado um aliado próximo da diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, que tem se mantido em silêncio desde o início da guerra, aparecendo apenas em uma cerimônia militar após a morte de soldados americanos no conflito.
Quais foram os eventos que levaram à escalada do conflito no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro, atingindo instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo governo iraniano. Explosões foram registradas em Teerã e outras cidades importantes. O ataque resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, conforme confirmado pela imprensa estatal iraniana. Seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu o posto.
Como o Irã respondeu aos ataques dos Estados Unidos e Israel?
O Irã retaliou com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio, utilizando mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países da região. Historicamente, a diplomacia brasileira defende a resolução pacífica de conflitos por meio da ONU, além de manter expressivas relações comerciais e de exportação agrícola com o Oriente Médio.
Quais as implicações do fechamento do Estreito de Ormuz?
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, utilizada para a exportação de petróleo. Cerca de 20% do petróleo transportado por navios no mundo passa por este estreito. Para o Brasil, esse bloqueio representa um risco econômico direto: a disparada do barril de petróleo no mercado internacional pressiona os preços dos combustíveis nas bombas, impactando os custos logísticos e a inflação nacional. O Irã condicionou a travessia à retirada das embaixadas dos Estados Unidos do país de origem da embarcação e vice-versa. Os Estados Unidos negam o bloqueio completo, mas incidentes envolvendo navios comerciais têm sido registrados na área. A guerra continuou com ataques, retaliações e ameaças militares em diferentes países do Oriente Médio. O presidente Donald Trump ameaçou o Irã com um ataque “20 vezes mais forte”.



