O papel crucial dos Analistas de Planejamento e Orçamento (APO) foi destacado durante a abertura do Curso de Formação da 20ª turma de APOs, realizada na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) nesta quarta-feira (28/1). De acordo com informações do Ministério do Planejamento, o evento abordou os desafios enfrentados por esses profissionais em um cenário de múltiplas crises.
Qual é o impacto do trabalho dos APOs?
O ministro de Planejamento e Orçamento substituto, Gustavo Guimarães, destacou a amplitude do trabalho dos APOs, afirmando que “tudo passa pelo orçamento, tudo passa – ou deveria passar – pelo planejamento e tudo passa – ou deveria passar – por uma avaliação e monitoramento. É uma carreira essencial”. Ele ressaltou a responsabilidade desses profissionais, que lidam com recursos públicos da ordem de trilhões de reais.
- Guimarães incentivou os analistas a continuarem estudando.
- O secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, expressou orgulho pela carreira.
Como os APOs contribuem para a sociedade?
Wesley Matheus de Oliveira, secretário de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos, destacou que sua secretaria fornece subsídios para entender o que deve estar no orçamento, visando reduzir desigualdades e garantir resiliência ambiental. Ele mencionou avanços como a criação de um banco de avaliadores e a plataforma MAPP.
Quais são os desafios atuais enfrentados pelos APOs?
A secretária Nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis, enfatizou a importância das funções de orçamento, planejamento e avaliação em um momento de “ruptura” devido a múltiplas crises, incluindo a mudança climática. “O Estado precisa ser do tamanho das necessidades da sociedade”, afirmou. A presidenta da Enap, Betânia Lemos, também destacou a necessidade de ressignificar o serviço público.
O curso de formação dos novos APOs, com carga horária de 440 horas, será equivalente a uma pós-graduação lato sensu, abordando temas como políticas públicas e inovações em planejamento.