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CPQD inicia projeto para preparar o Brasil para a próxima geração de redes móveis

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O CPQD anunciou um projeto em estágio inicial de desenvolvimento para preparar o Brasil para a futura geração de redes móveis, o 6G, com apoio de recursos do Funttel, ligado ao Ministério das Comunicações. Chamado de ERA 6G, o projeto terá duração de 36 meses e busca viabilizar aplicações como realidade estendida, internet das coisas massiva e comunicações holográficas, além de enfrentar gargalos de conectividade em áreas rurais e remotas. De acordo com informações do IT Forum, a proposta aposta em arquitetura aberta, desagregada e programável, com uso nativo de inteligência artificial para gestão da rede.

A iniciativa tem como foco o desenvolvimento de uma infraestrutura móvel de sexta geração baseada em redes mais modulares e menos complexas. Segundo o texto original, a proposta é reduzir custos e facilitar a expansão da cobertura, especialmente em regiões hoje desassistidas. O projeto também prevê a construção de protótipos de funções de rede virtualizadas e a realização de provas de conceito em cenários urbanos, rurais e industriais.

O que o projeto ERA 6G pretende desenvolver?

O ERA 6G foi desenhado para criar uma infraestrutura móvel baseada em arquiteturas abertas e desagregadas. Na prática, isso significa uma rede com componentes programáveis e capacidade de expansão modular. A proposta apresentada pelo CPQD é preparar o ambiente tecnológico para aplicações associadas à próxima geração de conectividade móvel.

Entre os usos mencionados estão realidade estendida, internet das coisas massiva e comunicações holográficas. O projeto também busca responder a dificuldades de conectividade em áreas rurais e remotas, tema citado como parte dos objetivos centrais da iniciativa.

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Como a inteligência artificial entra na proposta?

De acordo com a descrição do projeto, a infraestrutura será do tipo “AI-native”, com uso nativo de inteligência artificial na gestão da rede. A proposta prevê agentes especializados para tarefas como negociação de espectro, reconfiguração dinâmica de slices, ou fatiamento de rede, e desligamento de elementos ociosos para economia de energia.

O sistema também, segundo o texto, deverá ter capacidade de detectar e neutralizar ameaças cibernéticas. A aposta do projeto, portanto, está na automação de decisões operacionais e na adaptação dinâmica da rede a diferentes demandas de uso e cobertura.

“Na transição do 5G para o 6G, o grande desafio é democratizar a conectividade. Para levar a inclusão digital aos pontos mais remotos do País, precisamos de redes mais baratas e menos complexas”, diz em comunicado Rodrigo Poncio, gerente de telecom do CPQD.

“A arquitetura aberta permite um crescimento modular (…), o que facilita a expansão da cobertura para regiões desassistidas atualmente”.

Quais são as etapas previstas no cronograma?

O cronograma informado para o ERA 6G tem duração de 36 meses e inclui diferentes frentes de desenvolvimento e validação. Entre os pontos citados no texto estão:

  • desenvolvimento de uma infraestrutura móvel de sexta geração;
  • construção de protótipos de funções de rede virtualizadas;
  • realização de provas de conceito;
  • validação de aplicações em cenários urbanos, rurais e industriais.

Com isso, o projeto busca estruturar uma base tecnológica para futuras redes 6G no país, ainda em fase inicial de desenvolvimento. O texto não informa valores investidos nem detalha metas quantitativas, limitando-se a apresentar os objetivos gerais, a duração e os principais elementos técnicos da iniciativa.

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