O CPQD informou que alcançou a transmissão de informações quânticas por um enlace de 200 quilômetros de fibra óptica em experimento realizado em seus laboratórios, em Campinas, como parte do projeto Segurança Cibernética no Domínio Quântico. De acordo com informações do Convergência Digital, o marco foi obtido em um testbed instalado pela equipe do projeto, conduzido no âmbito do PPI Softex, sob coordenação da Softex e com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Segundo o texto original, o projeto vem sendo desenvolvido pelo CPQD desde o ano passado e tem como foco a segurança cibernética no domínio quântico. A transmissão ocorreu com informações quânticas codificadas em partículas de luz, os fótons, em um experimento que buscou validar tecnologias voltadas à proteção de dados sensíveis diante de ameaças associadas à chamada era pós-quântica.
O que representa o resultado anunciado pelo CPQD?
De acordo com o líder técnico do projeto, Eduardo Mobilon, o experimento demonstra, em termos práticos, a capacidade de integração e validação de tecnologias de comunicação quântica voltadas à proteção de informações sensíveis contra ataques cibernéticos de nova geração.
“Em termos práticos, o experimento comprova a capacidade de integração e validação de tecnologias de comunicação quântica de ponta para a proteção de informações sensíveis contra ataques cibernéticos de nova geração, um dos desafios da era pós-quântica”.
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Ainda segundo Mobilon, algoritmos quânticos representam uma ameaça aos sistemas criptográficos tradicionais hoje usados para proteger informações sensíveis. No entendimento apresentado por ele, o avanço obtido no projeto pode abrir caminho para redes de segurança elevada e para a proteção de infraestruturas críticas diante de ataques associados ao avanço da computação quântica.
“O avanço alcançado no projeto abre caminho para redes de altíssima segurança, com proteção de infraestruturas críticas contra os ataques mais poderosos que poderão ser lançados a partir da computação quântica”.
Como funciona o ambiente de testes citado na pesquisa?
O testbed instalado nos laboratórios do CPQD, segundo a publicação, é aberto à comunidade acadêmica e a empresas parceiras interessadas em testar e validar soluções na área. A estrutura permite integrar diferentes tecnologias em cenários diversos de aplicação.
Entre as frentes mencionadas no projeto, estão:
- distribuição quântica de chaves, ou QKD;
- geração quântica de números aleatórios, ou QRNG;
- algoritmos de criptografia pós-quântica, ou PQC.
Essas tecnologias podem ser avaliadas em aplicações como redes de comunicação, sistemas de internet das coisas, redes blockchain e outros ambientes descritos na notícia original. A proposta do testbed, segundo o texto, é servir como infraestrutura de testes e validação para soluções ligadas à comunicação e à segurança quântica.
Qual é o objetivo do projeto Segurança Cibernética no Domínio Quântico?
O gerente de Soluções em Fotônica e Quântica do CPQD, Rafael Carvalho Figueiredo, afirmou que a infraestrutura colaborativa reforça o papel da instituição na área de cibersegurança e aproxima ciência, mercado e sociedade.
“Essa infraestrutura colaborativa implantada pelo CPQD consolida o papel da instituição como catalisadora da inovação em cibersegurança, aproximando ciência, mercado e sociedade. A computação quântica muda o patamar da segurança cibernética global e estamos preparados para liderar essa transição com tecnologia genuinamente nacional, contribuindo para tornar o Brasil mais seguro e autônomo no domínio digital”.
Conforme a reportagem, o projeto tem duração de 30 meses e conta com recursos da Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991. O objetivo declarado é preparar o Brasil para os desafios da era pós-quântica e posicionar o país no cenário mundial dessa área.
Com o resultado anunciado, o CPQD registra um marco experimental dentro desse esforço, centrado na validação de tecnologias de comunicação quântica por fibra óptica e na criação de uma infraestrutura de testes voltada à proteção de informações sensíveis.