O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou a tentativa de vazamento de dados sigilosos do investigado Daniel Vorcaro. A confirmação, divulgada nesta terça-feira (17), vem após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir temporariamente o acesso de parlamentares aos dados das quebras de sigilo. De acordo com informações da Radioagência Nacional, o senador espera que a documentação retorne ao Congresso após a retirada das informações de caráter estritamente privado.
Carlos Viana expressou preocupação com as tentativas de vazamento, destacando o risco de inviabilizar as provas obtidas pela comissão, que apura fraudes e irregularidades no sistema previdenciário. “O que nós sabemos é que infelizmente existiram tentativas e vazamentos de algumas informações que deveriam permanecer apenas no âmbito da investigação, e informações particulares ligadas à quebra de sigilo do senhor Daniel Vorcaro que poderiam inviabilizar as provas. E o mais importante neste momento é nós preservarmos esse material para que o inquérito corra, a investigação seja feita e, na possibilidade de uma condenação, nenhuma prova seja anulada pela defesa”, afirmou o senador.
Por que o STF proibiu o acesso aos dados?
A decisão de André Mendonça foi motivada pelo vazamento de conversas privadas entre Daniel Vorcaro e sua ex-namorada, Martha Graeff, sem relação com o escopo do inquérito. O vazamento está sendo investigado pelo STF e também será apurado internamente no Senado, conforme informou Carlos Viana.
Qual o próximo passo da CPMI?
O senador Carlos Viana informou que solicitará o retorno da documentação à Casa Legislativa logo após a remoção técnica das informações consideradas privadas.
Quando terminam os trabalhos da CPMI?
Os trabalhos da CPMI do INSS estão programados para serem concluídos no dia 28 de março de 2026. Viana reiterou o apelo aos parlamentares pela prorrogação das atividades da comissão.
O que mais a CPMI aguarda?
Além da devolução dos documentos filtrados, a CPMI aguarda uma decisão do STF em relação à revisão dos habeas corpus concedidos a depoentes e sobre o procedimento de votação das quebras de sigilo.



