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CPI do INSS entrega relatório ao STF e pede indiciamento de 216 pessoas

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A CPI do INSS entregou nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, seu relatório final ao STF, em Brasília, por iniciativa do senador Carlos Viana (PSD-MG), presidente da comissão. O documento foi encaminhado aos ministros Luiz Fux e André Mendonça e reúne, segundo o senador, elementos sobre possíveis fraudes na Previdência Social. De acordo com informações do Poder360, a entrega ocorre após o relatório ter sido rejeitado pelo colegiado em março por 19 votos a 12.

O texto foi elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) e, mesmo sem aprovação na comissão, foi levado ao Supremo por Carlos Viana. Em entrevista coletiva após a entrega, o senador afirmou que o encerramento dos trabalhos no Congresso não encerra a apuração na esfera judicial.

“A parte política terminou, mas a parte do Judiciário será feita com muita tranquilidade e, principalmente, com muita determinação de punir os culpados”, afirmou o senador.

O que consta no relatório entregue ao STF?

Segundo a publicação, o relatório tem mais de 4.000 páginas e detalha quebras de sigilo e indícios de fraudes que teriam causado um rombo bilionário aos cofres da Previdência Social. Carlos Viana declarou que o material entregue ao STF deverá servir de base para o trabalho da Polícia Federal.

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O documento sugere o indiciamento de 216 pessoas por suspeita de crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Entre os nomes citados está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, mencionado nas investigações por manter elo com Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

  • Relatório com mais de 4.000 páginas
  • Entrega aos ministros Luiz Fux e André Mendonça
  • Pedido de indiciamento de 216 pessoas
  • Citação a suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção

Por que a investigação pode avançar até 2027?

Carlos Viana disse que o volume de dados e a complexidade do esquema investigado indicam um cronograma longo para a continuidade das apurações. Segundo ele, a fase judicial e policial deve seguir mesmo após o fim da comissão no Legislativo.

“Nós teremos ainda muitas prisões, outras dezenas de pessoas que serão chamadas a depor e é bem provável que as investigações ultrapassem esse ano e entrem em 2027, pelo tamanho do rombo e de pessoas envolvidas”, pontuou.

A declaração do senador projeta uma continuidade das investigações para além de 2026. No texto original, ele sustenta que as provas reunidas pela comissão poderão ser fundamentais para os próximos passos da Polícia Federal.

Quem mais é citado e quais foram as reações políticas?

Além de Fábio Luís Lula da Silva, o relatório pede o indiciamento de dois ex-ministros da Previdência Social: Carlos Lupi, do governo Lula, e José Carlos Oliveira, do governo Bolsonaro. O texto também registra críticas feitas por parlamentares da oposição ao Palácio do Planalto.

Segundo a reportagem, oposicionistas afirmaram que o governo federal atuou para “enterrar” as investigações durante o funcionamento da CPI. Carlos Viana também apelou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que atue em defesa das prerrogativas parlamentares dos integrantes da comissão.

O senador disse haver “desequilíbrio e desrespeito” entre os Poderes e mencionou relatos de ameaças de inelegibilidade contra congressistas envolvidos na condução das apurações sobre o esquema investigado na Previdência. O texto, porém, não detalha desdobramentos adicionais no STF nem eventual manifestação dos citados até a publicação da reportagem.

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