O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), cancelou seu comparecimento presencial à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, realizada no Senado Federal, em Brasília. A oitiva, que estava agendada para o período da tarde desta terça-feira (14 de abril de 2026), foi suspensa após o político comunicar oficialmente um grave problema de saúde na segunda-feira (13). O cancelamento ocorre em um momento decisivo para o colegiado, que se preparava para a leitura de seu relatório final de investigações.
De acordo com informações do Poder360, a assessoria da Casa Legislativa confirmou o recebimento da procuração do advogado de Cláudio Castro. O documento foi entregue acompanhado do respectivo atestado médico para justificar legalmente a ausência do político na capital federal perante os parlamentares.
O que diz o laudo médico sobre a saúde do político?
A justificativa médica para a falta baseia-se em fortes dores físicas limitantes. Conforme noticiado pela Jovem Pan, a equipe do gestor divulgou uma nota oficial detalhando o diagnóstico recebido pelo ex-chefe do Executivo fluminense. Segundo as informações, a junta médica recomendou expressamente a suspensão de qualquer tipo de viagem ou de atividades de cunho presencial neste exato momento.
“O ex-governador Cláudio Castro foi diagnosticado, na manhã desta segunda-feira (13/04), com um quadro de lombalgia aguda, apresentando dores intensas na região lombar”
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O comunicado oficial divulgado à imprensa também ressaltou o compromisso do político com o andamento das investigações. A nota afirmou que, em total respeito aos membros da Comissão e ao trabalho conduzido pelo Senado, o laudo oficial seria devidamente encaminhado para formalizar e comprovar a impossibilidade de comparecimento na data estipulada pelo requerimento.
Qual era a importância deste depoimento para as investigações?
A presença do filiado ao Partido Liberal era considerada pelas fontes legislativas como o último grande ato de destaque do colegiado antes do encerramento dos trabalhos. A convocação obrigatória havia sido aprovada por unanimidade pelos parlamentares ainda no dia 31 de março. O requerimento aprovado classificava o ambiente fluminense como um dos mais complexos de todo o território nacional no que diz respeito ao avanço do crime organizado.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que atua como relator da comissão, tinha a forte expectativa de que a oitiva pudesse esclarecer pontos fundamentais da investigação. Para o relator responsável pelo texto, o objetivo principal era fazer com que o ex-governador convocado detalhasse minuciosamente o cenário da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro durante o seu período de gestão no Palácio Guanabara.
O que muda no cronograma do relatório final no Senado?
A ausência confirmada de última hora altera a dinâmica da reta final da comissão investigativa. A programação inicial do Senado previa uma sequência direta de eventos importantes para esta terça-feira (14):
- Realização da oitiva presencial com o ex-chefe do Executivo fluminense;
- Conclusão definitiva da fase de coleta de depoimentos pelas autoridades;
- Leitura do relatório final elaborado pelo senador Alessandro Vieira no período da tarde;
- Posterior votação do documento de conclusão pelos membros do colegiado parlamentar.
Qual é o contexto político atual do convocado?
A complexa situação política do ex-gestor estadual foi amplamente destacada em meio à repercussão do cancelamento de sua agenda oficial no Congresso Nacional. Segundo as informações veiculadas pelos jornais, Cláudio Castro deixou o comando do governo do Estado do Rio de Janeiro com o objetivo inicial de viabilizar sua candidatura a uma disputada cadeira no Senado Federal.
Contudo, a concretização de seu projeto político pessoal enfrenta hoje um forte obstáculo jurídico direto. Os relatos da imprensa apontam que o político encontra-se atualmente na condição de inelegível, fator que o impede legalmente de disputar o cargo majoritário que almejava ao tomar a decisão de renunciar ao seu mandato executivo.