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Corinthians: MP de São Paulo denuncia ex-dirigentes por suposto desvio

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O Ministério Público de São Paulo denunciou nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, quatro ex-integrantes da estrutura do Corinthians por suspeita de participação em um esquema de apropriação indébita e omissão de fiscalização que, segundo a investigação, teria movimentado R$ 3,47 milhões entre 2018 e 2023. Os denunciados são Roberto Gavioli, Matias Antônio Romano de Ávila, Wesley Lúcio Cavalcante Melo e o ex-assessor José Odair de Souza, conhecido como Caveira. De acordo com informações do Poder360, o MP-SP também pede a devolução de R$ 7,35 milhões ao clube, valor com correção monetária e juros.

Segundo a denúncia, o esquema teria funcionado por meio de adiantamentos financeiros registrados internamente e sem retorno ao clube ou sem comprovação de uso. O Ministério Público sustenta que parte dos repasses foi feita sob justificativa de custear serviços de segurança, enquanto dirigentes da área financeira teriam deixado de cumprir o dever de fiscalização sobre as operações.

Quem foi denunciado pelo Ministério Público?

De acordo com o relato publicado, José Odair de Souza, o Caveira, é apontado como o beneficiário final dos valores investigados. Conforme a acusação, o ex-chefe de segurança do Corinthians teria recebido quase R$ 3,5 milhões em contas pessoais e também por meio de sua empresa, sob a alegação de pagamento de serviços de segurança.

Já Roberto Gavioli e Wesley Lúcio Cavalcante Melo, que atuaram como ex-gerentes e diretores financeiros, foram denunciados por omissão qualificada. No entendimento do MP-SP, ambos tinham obrigação legal de fiscalizar os repasses. Matias Antônio Romano de Ávila, ex-diretor financeiro entre 2018 e 2020, foi denunciado por omissão penalmente relevante.

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Como o esquema teria operado, segundo a investigação?

A investigação afirma que as transferências eram lançadas nos registros internos como “adiantamentos para a presidência”. O Ministério Público destaca ainda que Caveira tinha livre acesso e relação de confiança nas gestões dos ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, informação citada para contextualizar o funcionamento dos repasses sob apuração.

“adiantamentos para a presidência”

O texto informa também que Roberto Gavioli, citado como um dos nomes centrais da área financeira, já havia sido afastado pelo clube em outubro de 2025, depois de suspeitas de irregularidades envolvendo cartões corporativos. Esse episódio é mencionado no contexto das apurações sobre a administração financeira do clube.

Qual é o valor cobrado pelo MP-SP e o que está em apuração?

Além da denúncia criminal, o Ministério Público pede que os investigados devolvam ao Corinthians o total de R$ 7,35 milhões. Segundo a publicação, esse montante corresponde ao valor originalmente apontado como desviado, acrescido de correção monetária e juros.

  • Valor apontado como movimentado no esquema: R$ 3,47 milhões
  • Período investigado: de 2018 a 2023
  • Valor cuja devolução é pedida ao clube: R$ 7,35 milhões

Embora não figurem como réus nesta denúncia específica, os ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves continuam sob investigação. De acordo com o MP-SP, novas diligências ainda serão realizadas para apurar se houve participação direta ou eventual conivência dos ex-mandatários com o esquema descrito na denúncia.

Houve manifestação dos citados no caso?

Segundo o Poder360, Roberto Gavioli, Matias Antônio Romano de Ávila e Wesley Lúcio Cavalcante Melo foram procurados para comentar o caso, mas não haviam respondido até a publicação original da reportagem. O veículo informou que enviou mensagens de texto pelas redes sociais e que atualizaria o conteúdo caso recebesse posicionamento posterior.

Com a denúncia apresentada, o caso avança na esfera judicial com base na acusação formulada pelo Ministério Público. Até decisão final, os citados devem ser tratados como acusados de participação no esquema investigado, e não como condenados.

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