
O consumo diário de café pode estar associado a uma menor chance de desenvolver demência, segundo um estudo da Universidade Harvard noticiado em 2026. A pesquisa, que acompanhou 131 mil pessoas por 43 anos, sugere que a cafeína pode ser a responsável por esse efeito. De acordo com informações da Superinteressante, o estudo é observacional e não prova causalidade, mas oferece pistas valiosas. Para o leitor brasileiro, o tema tem relevância adicional porque o Brasil é o maior produtor de café do mundo e também está entre os maiores consumidores da bebida.
Como o café pode influenciar a saúde cognitiva?
Os resultados indicam que o consumo moderado de café ou chás com cafeína está associado a uma redução de 15% a 20% no risco de declínio cognitivo. O efeito positivo foi observado mesmo em pessoas com maior risco genético de Alzheimer. O estudo não encontrou os mesmos benefícios no café descafeinado, sugerindo que a cafeína é crucial.
- 131 mil pessoas acompanhadas por 43 anos
- Redução de 15% a 20% no risco de demência
- Consumo moderado: duas a três xícaras de café por dia
Quais são as limitações e considerações do estudo?
Embora o estudo não prove que o café previne o declínio cognitivo, ele considera fatores como idade, peso e hábitos. Os pesquisadores alertam que o café não é uma solução mágica e que o consumo excessivo de cafeína pode causar problemas como ansiedade e insônia. A quantidade máxima recomendada é de 400 miligramas por dia.