Usuários de dispositivos de monitoramento de saúde, como smartwatches e anéis inteligentes, têm enfrentado um aumento na ansiedade relacionada à saúde. A preocupação excessiva com possíveis doenças pode ser intensificada pelo acesso constante a informações de saúde proporcionado por esses aparelhos. Esse fenômeno afeta tanto pessoas saudáveis quanto aquelas com condições médicas preexistentes. De acordo com informações da CNET, especialistas discutem estratégias para controlar essa ansiedade, como desabilitar alertas que provocam preocupação constante.
O problema se agrava quando somamos a possibilidade de pesquisar sintomas online ou usar um chatbot de IA encontrado em aplicativos de wearables para buscar respostas para todas as nossas dúvidas de saúde. Segundo a Dr. Lindsey Rosman, professora assistente de medicina na Universidade da Carolina do Norte, o impacto de ter acesso contínuo a informações de saúde ainda é incerto.
“Se o acesso 24/7 realmente ajuda ou potencialmente prejudica as pessoas ainda é algo que não está claro”, comenta Rosman.
Por que os alerts de saúde podem ser prejudiciais?
Para reduzir a ansiedade causada por esses dispositivos, é recomendado ajustar ou desligar as funcionalidades que alertam para ritmos cardíacos irregulares, por exemplo. O uso contínuo de alertas pode causar pânico desnecessário, especialmente em pessoas que já estão sob tratamento médico, como a fibrilação atrial.
Como o uso frequente afeta a saúde mental?
Uma forma de diminuir a ansiedade é evitar checar compulsivamente o dispositivo. Estudos recentes apontam que pacientes com ansiedade de saúde verificam constantemente se seus sinais vitais estão normais, o que pode aumentar a ansiedade em vez de reduzi-la. Segundo a Dra. Karen Cassiday, autor do livro “Freedom from Health Anxiety”, cortar essa compulsão é essencial para uma relação mais saudável com a tecnologia.
Como aproveitar a tecnologia sem gerar mais ansiedade?
Especialistas também recomendam focar em tendências de saúde ao longo do tempo em vez de analisar métricas individuais. Por exemplo, observar as alterações no padrão de sono ou estresse ao longo de semanas pode proporcionar insights mais saudáveis e equilibrados sobre o estado físico e mental.
Smartwatches podem substituir um médico?
Embora os smartwatches contenham sensores e algoritmos aprovados para certas funcionalidades médicas, eles não substituem consultas médicas profissionais. A funcionalidade ECG presente em muitos desses dispositivos, por exemplo, não é equivalente a um exame hospitalar completo. Portanto, é importante entender que wearables são ferramentas de bem-estar pessoal, não substitutos de diagnósticos médicos profissionais.