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Pará intensifica combate à violência contra a mulher em Marapanim

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Na última quinta-feira, 02 de abril de 2026, a Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV) realizou uma ofensiva estratégica para o combate à violência contra a mulher no município de Marapanim e no distrito de Marudá, destinos litorâneos populares localizados no nordeste do Pará. A iniciativa faz parte da Operação Semana Santa 2026, que é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). O objetivo central da missão é promover a conscientização, orientação e prevenção de crimes contra o público feminino durante o fluxo intenso de turistas no feriado prolongado.

De acordo com informações da Agência Pará, as equipes da Polícia Civil do Pará percorreram pontos estratégicos para levar orientações diretas aos moradores e visitantes da região. Durante a ação, os policiais focaram na divulgação de ferramentas tecnológicas e na aplicação da campanha educativa intitulada “Não é Não”, que visa coibir casos de importunação sexual e assédio em espaços públicos e privados. A ação estadual reflete as diretrizes da Lei Federal 14.786/2023, que instituiu o protocolo nacional homônimo para proteção de mulheres, especialmente em ambientes festivos e com venda de bebidas alcoólicas.

O que motivou a ação em Marapanim e Marudá?

A escolha das localidades deve-se ao grande volume de pessoas que buscam as praias e balneários da região durante o feriado da Semana Santa. A presença ostensiva e educativa da Polícia Civil busca garantir que as mulheres possam usufruir dos espaços de lazer com segurança, inibindo comportamentos agressivos ou desrespeitosos. A estratégia da Segup foca na redução dos índices de criminalidade contra grupos vulneráveis por meio da presença física de agentes especializados.

As equipes da DAV trabalharam em dois pilares fundamentais para fortalecer a rede de proteção. O primeiro envolveu a utilização da tecnologia como aliada da segurança, com a fixação de cartazes informativos sobre a Deam Virtual. Essa plataforma permite que a vítima registre ocorrências de qualquer localidade, garantindo agilidade no primeiro atendimento e democratizando o acesso aos serviços de polícia judiciária.

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Quais são as principais ferramentas de proteção apresentadas?

A Deam Virtual foi um dos destaques das abordagens, sendo apresentada como uma solução eficaz para mulheres que enfrentam dificuldades de deslocamento até uma unidade física. Por meio de QR Codes estampados nos materiais informativos, a população pôde conhecer o fluxo de atendimento digital, que funciona vinte e quatro horas por dia. O serviço abrange casos de violência doméstica, familiar ou em relações íntimas de afeto em todo o território estadual.

O segundo pilar da operação foi a mobilização em torno da campanha “Não é Não”. Os agentes distribuíram adesivos e conversaram com frequentadores de bares, restaurantes e orlas sobre os limites do consentimento. A intenção é educar tanto homens quanto mulheres sobre o que configura crime de importunação sexual, reforçando que qualquer interação física ou verbal sem anuência deve ser denunciada imediatamente às autoridades competentes.

Como a Polícia Civil avalia o impacto dessas medidas?

A diretora da DAV, delegada Emanuela Amorim, destacou que o trabalho educativo é tão essencial quanto o trabalho repressivo. Para a autoridade, a circulação de informações precisas sobre os direitos das mulheres e as formas de denunciar agressores cria uma barreira psicológica contra o crime, incentivando as vítimas a romperem o ciclo de violência de forma precoce.

A iniciativa leva informação à população e fortalece os mecanismos de denúncia, contribuindo para a prevenção da violência contra a mulher.

Além do impacto imediato durante o feriado, a Polícia Civil espera que o conhecimento disseminado permaneça nas comunidades locais. Ao propagar os mecanismos de enfrentamento e educar a população sobre os canais de denúncia, a equipe busca inibir a prática de delitos e desconstruir comportamentos culturais que muitas vezes naturalizam o assédio em períodos festivos.

Onde as vítimas podem buscar auxílio e realizar denúncias?

Para garantir que nenhuma mulher fique desamparada, o governo estadual mantém diversos canais ativos para o recebimento de queixas e pedidos de socorro. As denúncias podem ser feitas presencialmente em qualquer unidade policial ou por meio dos seguintes canais remotos:

  • Disque-Denúncia (181): Canal anônimo para repasse de informações sobre crimes e suspeitos.
  • IARA (Inteligência Artificial Rápida e Anônima): Atendimento via WhatsApp pelo número (91) 3210-0181.
  • Deam Virtual: Registro de ocorrências disponível no site oficial da Polícia Civil do Pará (www.pc.pa.gov.br).
  • Emergências: Acionamento imediato da Polícia Militar por meio do número 190.

A integração entre as forças de segurança e a utilização de ferramentas digitais têm sido fundamentais para ampliar o alcance das políticas de proteção. Durante toda a Operação Semana Santa 2026, as equipes permanecem em alerta, reforçando que a segurança pública é um compromisso contínuo para a preservação da dignidade e da integridade física de todas as paraenses.

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