O início de 2026 foi marcado por condições climáticas extremas, destacando a importância de previsões precisas e investimentos em sistemas de alerta precoce. De acordo com informações do WMO, janeiro de 2026 foi o quinto mais quente já registrado, segundo o Serviço de Mudança Climática Copernicus.
Quais foram os impactos do calor extremo?
No Hemisfério Sul, o calor recorde alimentou condições extremas, incluindo incêndios florestais na Austrália, Chile e Patagônia. Em Ceduna, na Austrália, a temperatura atingiu 49,5°C em 26 de janeiro. As autoridades emitiram alertas de onda de calor, essenciais para salvar vidas. No Chile, incêndios mortais forçaram evacuações em massa e resultaram em 21 mortes.
Como o frio extremo afetou o Hemisfério Norte?
No Hemisfério Norte, ondas de frio severas foram registradas devido a um vórtice polar enfraquecido. A Europa teve seu janeiro mais frio desde 2010, enquanto a América do Norte enfrentou tempestades de inverno que causaram cancelamentos de voos e quedas de energia. A Península de Kamchatka, na Rússia, recebeu mais de dois metros de neve em janeiro.
Quais foram as consequências das chuvas intensas?
Chuvas intensas no sudeste da África resultaram em inundações severas, especialmente em Moçambique, afetando 650 mil pessoas. A África do Sul declarou desastre nacional devido às chuvas torrenciais. Na Indonésia, um deslizamento de terra em Java Ocidental matou mais de 50 pessoas.
“O número de pessoas afetadas por desastres relacionados ao clima continua a aumentar, ano após ano,” disse Celeste Saulo, Secretária-Geral da WMO.
Fonte original: WMO