O Cine Odeon, no centro do Rio de Janeiro, completou 100 anos em 30 de março de 2026 e celebrou a data com um evento que destacou sua trajetória ligada ao cinema brasileiro e à preservação da experiência das grandes salas de rua. De acordo com informações da Agência Brasil, a comemoração incluiu a pré-estreia do filme Rio de Sangue e uma ação promocional com ingressos a R$ 1 mais taxa para sessões das 18h30.
Localizado ao lado de referências culturais como o Theatro Municipal e a Biblioteca Nacional, na Cinelândia, área histórica do centro da capital fluminense, o Odeon atravessou diferentes fases da cidade e do audiovisual brasileiro. Hoje administrado pelo grupo Kinoplex, da família Severiano Ribeiro, o cinema é apresentado como um símbolo de permanência das salas de rua em meio ao avanço dos multiplex em shopping centers.
Por que o Cine Odeon é considerado um símbolo do cinema de rua?
O cinema reúne valor histórico e cultural por sua presença contínua no centro do Rio ao longo de um século. Sua trajetória se mistura com transformações urbanas e com a própria história do cinema na capital fluminense, desde a Belle Époque até os dias atuais.
Segundo a reportagem, o espaço também manteve ao longo do tempo uma relação próxima com a produção nacional. Em fala durante a celebração, Luiz Severiano Ribeiro Neto afirmou:
“O Cine Odeon é um cinema que se orgulha de sempre exibir filmes brasileiros. O Odeon está casado com o cinema brasileiro”.
Desde a retomada do cinema brasileiro, nos anos 1990, o Odeon passou por reformas e se consolidou como sede de eventos como o Festival do Rio, um dos principais eventos do setor audiovisual no país, além de estreias e mostras com prioridade para filmes nacionais.
Como foi a comemoração pelos 100 anos do Odeon?
A programação do centenário foi marcada pela pré-estreia de Rio de Sangue, com a presença do diretor Gustavo Bonafá e da atriz Alice Wegmann. O evento reuniu declarações sobre a importância do espaço para a circulação do cinema brasileiro e para a memória afetiva do público.
Gustavo Bonafá destacou a dificuldade de manter espaço para produções nacionais nas salas e associou o Odeon a esse esforço. Segundo ele:
“A gente sabe da batalha que é para nós artistas manter o cinema nacional com espaço nas salas. O Odeon é um parceiro nessa luta, um cinema que durante muitos anos abriu espaço para o cinema nacional ser visto”.
O diretor também comentou o conteúdo do longa exibido na celebração:
“Rio de Sangue é um filme de ação que fala sobre o amor entre mãe e filha, mas também traz um pano de fundo muito importante, que é o garimpo ilegal na Amazônia. O maior desafio foi tratar esse tema com seriedade e conhecimento.”
Quais ações foram anunciadas para marcar o centenário?
Para a data, o Kinoplex informou uma ação especial voltada ao público das sessões de 18h30. A medida busca estimular a presença de espectadores em uma sala de cinema de rua em um momento de celebração da história do espaço.
- Ingressos a R$ 1 mais taxa
- Válido para sessões das 18h30
- Ação vinculada à comemoração dos 100 anos
A atriz Alice Wegmann também ressaltou sua relação pessoal com o local e com a exibição de filmes brasileiros no cinema. Em sua fala, disse:
“É muito especial estar aqui exibindo Rio de Sangue no Cine Odeon, que está completando 100 anos. Eu vim muito aqui assistir filmes brasileiros e o Festival do Rio. Tenho memórias muito boas desse lugar.”
Ao completar um século, o Cine Odeon aparece, na reportagem, como um ponto de encontro entre patrimônio cultural, exibição de cinema nacional e permanência de um modelo de sala cada vez mais raro no circuito urbano. A celebração reforça esse papel histórico em uma área central do Rio marcada por instituições tradicionais da cultura brasileira.
