Cinco indivíduos foram condenados pela Justiça após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). A sentença foi proferida na quinta-feira, 19 de fevereiro, e os condenados foram responsabilizados por extorquir herdeiros de um imóvel em Estância Velha, no Vale do Sinos. A ação fez parte da ‘Operação Vício de Consentimento’, coordenada pela promotora de Justiça Maristela Schneider, do 3º Núcleo Regional do Gaeco – Vales.
Quais foram os crimes cometidos?
Os investigados foram condenados por crimes de extorsão majorada, uso de documento ideologicamente falso, coação no curso da investigação e posse irregular de arma de fogo. Entre os condenados está um advogado, que recebeu uma pena superior a sete anos de prisão. As penas variam de um a pouco mais de sete anos de reclusão, dependendo do envolvimento de cada um no esquema que visava retirar um imóvel do inventário por meio de intimidação aos herdeiros.
Como o grupo agia?
A sentença revela que o grupo utilizou grave ameaça para forçar os herdeiros a desistirem da disputa judicial. Eles criaram personagens fictícios associados a uma facção criminosa e enviaram mensagens intimidadoras às vítimas, utilizando um chip habilitado exclusivamente para esse fim. Um dos condenados recebeu pena de cinco anos e quatro meses, enquanto outro foi sentenciado a seis anos e quatro meses por participar tanto da extorsão quanto da coação de uma testemunha.
Qual foi o papel do advogado no esquema?
O advogado do grupo foi condenado por duas utilizações de documento falso e por extorsão majorada, totalizando sete anos e quatro meses de prisão, em regime inicial semiaberto. De acordo com a sentença, ele orientou a construção da estratégia jurídica utilizada para dar aparência de legalidade ao plano. O GAECO confirmou que dois integrantes usaram um contrato de compra e venda ideologicamente falso e notas promissórias fabricadas para induzir os herdeiros e o Poder Judiciário ao erro.
A investigação que resultou no processo começou após a operação do GAECO em 2024, quando foram apreendidos celulares, documentos e uma arma de fogo na residência de um dos condenados.
Fonte original: MP-RS

